35ª Reunião Brasileira de Antropologia — Campus Samambaia, UFG, Goiânia — 13 a 17 julho 2026

SE 02 - A contribuição da antropologia para a atuação profissional em serviços de saúde

Coordenação
Rozeli Maria Porto (UFRN)
Cristina Dias da Silva (UFJF)

Sessão 1

Participante
Rosamaria Giatti Carneiro (UNB)
Marcia Reis Longhi (UFPB)
Francisco Cleiton Vieira Silva do Rego (UFRN)
Pessoa debatedora
Ximena Pamela Bermúdez (UNB)

Sessão 2

Participante
Ueslei Solaterrar da Silva Carneiro (UERJ)
Patrícia dos Santos Pinheiro (UNILA)
Raquel Dias-Scopel (Fiocruz)
Pessoa debatedora
Ana Claudia Rodrigues da Silva (UFPE)

Sessão 3

Participante
Veriano de Sousa Terto Junior (Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS)
Janaína Teresa Gentili Ferreira de Araújo (Pesquisadora)
Diogo Neves Pereira (UFVJM)
Pessoa debatedora
Rita de Cassia Maria Neves (UFRN)

A antropologia há tempos produz conhecimento sobre os serviços de saúde, contribuindo para compreender dinâmicas institucionais, decisórias e de participação social (Ferreira; Fleischer, 2014). Menos discutido é seu papel na qualificação da formação e da atuação em saúde, ao deslocar a centralidade do paradigma biomédico e ampliar as leituras sobre cuidado e adoecimento. Sob essa perspectiva, os serviços de saúde são entendidos como espaços sociais densos, atravessados por valores, moralidades e relações de poder que conformam práticas e interações cotidianas. A experiência recente da pandemia de covid-19 evidenciou a relevância dessas abordagens. Embora inicialmente marginalizadas nas respostas à crise sanitária, as ciências sociais, em especial a antropologia, produziram análises críticas sobre os efeitos sociais, políticos e morais das políticas de saúde em contextos de incerteza e desigualdade (Maluf, 2020). Esse debate se adensa diante da fragilização democrática e do enfraquecimento do financiamento público da saúde, com impactos diretos sobre o trabalho e o cuidado no SUS. Nesse cenário, a antropologia oferece instrumentos analíticos centrais para sustentar práticas e políticas comprometidas com a equidade e a participação social. Este simpósio visa reunir reflexões sobre a atuação de cientistas sociais em instituições e serviços de saúde, a partir de experiências de formação, extensão e atuação profissional.

Títulos e Resumos

  • Do currículo ao ofício: uma análise etnográfica da construção de habilidades e competências antropológicas para o exercício das profissões de saúde
    — Francisco Cleiton Vieira Silva do Rego
  • O papel político e afetivo das doulas negras: a escrevivência de um fato encarnado
    — Janaína Teresa Gentili Ferreira de Araújo
  • Graduandos de ciências sociais estagiando em um Hospital Universitário - como esta iniciativa pode contribuir com reflexões sobre a antropologia, para além do tripé: ensino, pesquisa e extensão?
    — Marcia Reis Longhi
  • Práticas sociais de cuidado, saúde e alimentação em comunidades quilombolas
    — Patrícia dos Santos Pinheiro
  • Por uma noção ampliada de saúde: a contribuição da etnografia para desnaturalização das condições de vulnerabilidade.
    — Raquel P. Dias-Scopel
  • O lugar da Antropologia na formação e prática da Saúde Coletiva: notas de uma docente-etnógrafa na graduação e na pós-graduação
    — Rosamaria Giatti Carneiro

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