35ª Reunião Brasileira de Antropologia — Campus Samambaia, UFG, Goiânia — 13 a 17 julho 2026

SE 23 - Takinahaky: trilhas e brechas entre a interculturalidade crítica, a educação escolar indígena e as universidades

Coordenação
Alexandre Herbetta (PPGAS UFG)
Rosani Moreira Leitão (UFG)

Sessão 1

Participante
José Jorge de Carvalho (INCTI/UnB/CNPq)
Gilson Ipaxi'awyga Tapirapé (UFG)

Sessão 2

Participante
Monica Veloso Borges (UFG)
Ana Paula Purcina Baumann (UFG)
Eunice Pirkodi Caetano Moraes Tapuia (UFG)

Sessão 3

Participante
Sinvaldo Oliveira Saraiva (SEDS)
Joana Aparecida Fernandes Silva (UFG)
Evelin cristina Araújo tupinambá (UFG)
Libio Palechor Arévalo (UAIIN)
Eduardo Camayo (UAIIN)
Ana Paula Parikokurereudo Apo (Escola Estadual Indígena Piebaga)

Este simpósio especial tem como objetivo discutir a trajetória do Instituto Takinahaky, destacando seus principais eixos estruturantes, entre os quais o enfrentamento ao racismo epistêmico, a afirmação da pluriepistemologia, a relação com as políticas públicas brasileiras e a construção de possibilidades concretas de uma pluriversidade no âmbito da universidade brasileira. A proposta parte do reconhecimento de que as experiências interculturais protagonizadas por povos indígenas tensionam de forma profunda os modelos hegemônicos de produção do conhecimento e as próprias instituições acadêmicas. Nesse sentido, o simpósio busca refletir criticamente sobre a proposta do Instituto Takinahaky, evidenciando diálogos, deslocamentos e enfrentamentos às heranças coloniais ainda presentes na universidade. As mesas abordarão o epistemicídio e o racismo epistêmico, analisando processos históricos de exclusão política e intelectual derivados do colonialismo, bem como estratégias contemporâneas de resistência a essas estruturas. Além de se dedicarem à trajetória concreta do Instituto Takinahaky, destacando avanços políticos, epistemológicos e limites institucionais. Será realizada, ainda, uma homenagem à Profa. Socorro, em reconhecimento à sua contribuição para a educação intercultural. A roda de conversa promoverá um debate sobre as relações entre territórios indígenas e universidade, bem como seus impactos, limites e articulações transnacionais, especialmente no contexto latino-americano

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