35ª Reunião Brasileira de Antropologia — Campus Samambaia, UFG, Goiânia — 13 a 17 julho 2026

SE 04 - Aldeia, quilombo e favela: confluências no/do fazer antropológico

Coordenação
Juliana Cintia Lima e Silva (Museu Nacional)
Gilson Rodrigues Jr (IFRN)

Sessão 1

Participante
Gardenia Mota Ayres (UEMA)
Davi Pereira Junior (UEMA)
Bartolomeu Cícero dos Santos (UFES)
Pessoa debatedora
Gilson Rodrigues Jr (IFRN)

Sessão 2

Participante
Israel Oliveira (UFAL)
Yérsia Souza de Assis (UFRB)
Pessoa debatedora
Juliana Cintia Lima e Silva (Museu Nacional)

Sessão 3

Participante
Gardenia Mota Ayres (UEMA)
Israel Oliveira (UFAL)
Davi Pereira Junior (UEMA)
Yérsia Souza de Assis (UFRB)
Pessoa debatedora
Antonia Gabriela (UFRJ)

Este simpósio especial propõe reunir antropólogas(os) negros, indígenas e quilombolas, bem como pesquisadoras e pesquisadores comprometidos com uma antropologia crítica, tendo o pensamento de Antônio Bispo dos Santos (Nego Bispo) como eixo teórico-político norteador. A proposta parte do entendimento de que aldeia, quilombo e favela não são espaços isolados, residuais ou hierarquizáveis, mas territórios históricos atravessados por processos comuns de violência colonial, expropriação e reinvenção da vida. Em diálogo com o conceito de corpo-território, o simpósio afirma que o corpo não é apenas suporte empírico da pesquisa, mas elemento ativo que incide diretamente sobre os modos de produzir conhecimento antropológico. Ao colocar esses territórios e corpos em confluência, a proposta tensiona os cânones da antropologia brasileira e desloca o olhar da centralidade euro-moderna para epistemologias negras, indígenas e quilombolas, reconhecendo como produtoras e produtores de teoria, método e crítica social pessoas diversas em suas expressões de gênero e sexualidade, incluindo mulheres, homens, pessoas não binárias e outras experiências dissidentes da norma cis-heterocolonial. Assim, o simpósio pretende constituir um espaço de elaboração coletiva que afirme a confluência como princípio político-epistêmico e a contracolonialidade como horizonte, fortalecendo uma antropologia negra brasileira comprometida com a desnaturalização das hierarquias que estruturam o campo acadêmico.

Títulos e Resumos

  • Para navegar no meu mundo, quem escolhe o barco sou eu! Desafios das escolhas teóricas e metodológicas no fazer antropologico
    — Davi Pereira Junior
  • De vários outros pontos de partida e retornos: Reflexividade e disputas epistêmicas no interior das universidades contemporâneas
    — Israel da Silva Oliveira

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