35ª Reunião Brasileira de Antropologia — Campus Samambaia, UFG, Goiânia — 13 a 17 julho 2026

SE 24 - Territórios, etnocídio e criminalização indígena: O agravamento da ofensiva contra a vida, as terras ancestrais e o patrimônio dos povos indígenas

Coordenação
Edviges Marta Ioris (UFSC)
Elaine Moreira (UNB)

Sessão 1

Participante
Rute Anacé (mpi)
Sérgio Góes Telles Brissac (Ministério Público Federal)
Andrey Cordeiro Ferreira (UFRRJ)
Pessoa debatedora
Estêvão Palitot (UFPB)

Sessão 2

Participante
Dinamam Tuxá (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil)
Deborah Duprat (MPF)
Fabio Mura (UFPB)
Pessoa debatedora
João Pacheco de Oliveira Filho (UFRJ)

Sessão 3

Participante
Jozileia Kaingang (UFSC)
Antonio Hilario Aguilera Urquiza (UFMS)
Carlos Frederico Marés de Souza Filho (PUCPR)
Paulo Machado Guimarães (adv)

Este SE dá continuidade às discussões promovidas pela CAI e o Comitê Laudos Antropológicos, visando abordar o agravamento das ofensivas contra a vida e os territórios dos povos indígenas. Apesar de a Constituição Federal de 1988 ter representado grande avanço para os povos indígenas, a aplicação dos seus ditames constitucionais não tem sido algo simples e linear, sendo-lhe continuamente impostos obstáculos por setores contrários a estes princípios, promovidos sob as mais diversas formas, desde invasões aos territórios indígenas, criminalizações, até ações no Congresso Nacional ou Executivo, como foi no governo ultraconservador anterior, quando chegaram a se tornar políticas de Estado. A tentativa de barrar as demarcações de terras indígenas através de um marco temporal, os impactos dos projetos de desenvolvimento econômico, assim como a invasão de seus territórios, os ataques armados por milícias, o incurso das mais diversas atividades ilegais (como garimpo, arrendamento, loteamento, tráfico), com uma destruição sistemática de ecossistemas, impactam e vulnerabilizam enormemente os princípios vitais dos povos indígenas. Este grave cenário de violência contra os povos indígenas e seus territórios, cuja sistemática e perdurabilidade caracterizam formas contemporâneas de genocídio e ecocídio, é tema que o presente Simpósio pretende debater, levando em consideração os modos de resistências dos povos indígenas e o papel e o compromisso da Antropologia em seu enfrentamento.

Títulos e Resumos

  • Contrarreforma constitucional e direitos indígenas: o marco temporal como política de retrocesso colonial
    — Andrey Cordeiro Ferreira
  • A resistência indígena no Brasil contemporâneo e o papel de profissionais de Antropologia no apoio às iniciativas dos povos originários
    — Sérgio Góes Telles Brissac

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