35ª Reunião Brasileira de Antropologia — Campus Samambaia, UFG, Goiânia — 13 a 17 julho 2026

MR 61 - Patrimônio e religião: da sacralização da cultura aos usos estratégicos por segmentos religiosos

Coordenação
Mariana Ramos de Morais (UFRJ)

Debate
Fátima Regina Gomes Tavares (UFBA)

Participantes
Renata de Castro Menezes (UFRJ), Stefania Capone (CNRS), Mariana Ramos de Morais (UFRJ)

Desde os primeiros estudos sobre patrimônio cultural, destaca-se o sentido sagrado concedido a certos objetos, lugares e bens culturais, para além da sua utilidade imediata, motivo que os elevaria à condição de um patrimônio relativo a uma dada coletividade ou reforçaria essa condição. Essa seria uma maneira de se pensar a relação entre patrimônio e religião. Nesta mesa-redonda, no entanto, embora consideremos esse enquadramento, estamos interessadas nas possibilidades que a associação dessas duas categorias nos abre para pensarmos sobre as formas de presença pública dos segmentos religiosos, em diferentes escalas – nacional, global, transnacional. Esse tema tem crescido na cena internacional. O próprio organismo que se ocupa da gestão do patrimônio mundial, a Unesco, tem se inserido nesse debate a partir do que denomina de “patrimônio de interesse religioso”, desenvolvendo programas e normativas específicas para esses bens culturais. Segundo a própria Unesco, cerca de 20% dos patrimônios mundiais têm alguma conexão religiosa ou espiritual. Na mesa proposta, serão privilegiados casos que evidenciam essa associação demonstrando como o patrimônio cultural tem sido mobilizado em um campo de religioso aquecido e em disputa.

Títulos e Resumos

  • Patrimônio religioso e as formas de mobilização afro e evangélica
    — Mariana Ramos de Morais
  • Patrimônios católicos: entre pedra e cal, imagens de devoção e performances festivas.
    — Renata de Castro Menezes
  • Patrimônios afro-diaspóricos: costruindo uma comunidade transnacional de iniciados na religião dos orishas
    — Stefania Capone

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