MR 30 - Cosmopolíticas das Criações no ato de adiar o fim
Coordenação
Ana Lúcia Ferraz (UFF)
Debate
Edgar Teodoro da Cunha (UNESP)
Participantes
Leandro Teixeira (USP), Olinda Muniz (FACIIP (Faculdades Integradas Ipitanga).), Tatiana Lotierzo (USP)
Essa proposta germina no encontro de trabalhos que estão preocupados em situar as diversas formas de criações afro-indígenas — a performance, o desenho, as imagens, fixas ou em movimento — em meio às catástrofes ambientais provocadas pelas infraestruturas da destruição, mas também na retomada de histórias e memórias coletivas e dissidentes. Segundo Leda Maria Martins, “o corpo porta a memória dos ancestrais”. A antropologia de Victor Turner, e na contemporaneidade os trabalhos de John Dawsey, Diana Taylor e Richard Schechner nos apontam a urgência de refletir sobre as formas de produzir conhecimento, de armazená-lo, mas indo além: como visualizar, neste corpo, um espaço de construção de mundos outros? Inspirados nas ideias de Ailton Krenak, cabe nos indagarmos como os povos indígenas têm nos motivado, com suas imagens, performances, desenhos e tantas outras grafias, a mergulhar profundamente na terra para, assim, recriar outros mundos possíveis. Nesse sentido, pensar nessas cosmopolíticas das criações implica a leitura de processos sociais em que mundos incomensuráveis estão em relação; o estudo antropológico de tais configurações exige o controle de equívocos inevitáveis.
Títulos e Resumos
-
Tornar visível o (In) visível: cartografia da performance em meio as alianças insurJentes no trabalho de Olinda Tupinambá.
-
Um corpo, um território: Imagens, lutas e experimentações coletivas pelo (s) mundo(s)
-
Que os desenhos registram [e não só...]?
Nenhuma atividade encontrada.