35ª Reunião Brasileira de Antropologia — Campus Samambaia, UFG, Goiânia — 13 a 17 julho 2026

MR 27 - Ciganos/Romani em Goiás: perspectivas de diálogo entre Antropologia, Política e Direito

Coordenação
Felipe Berocan Veiga (UFF)

Participantes
Felipe Berocan Veiga (UFF), Francielle Felipe Faria de Miranda (PUC GOIÁS), Aline Miklos (instituto vladimir Herzog)

Os Ciganos/Romani dos subgrupos Calon e Rom fazem parte da história e do desenvolvimento do Planalto Central desde sua ocupação em tempos coloniais, participando ativamente do comércio, da criação de animais e do transporte em antigas tropas, integrando o circuito de festas religiosas tradicionais do Divino Pai Eterno, consolidando santuários e cidades e ainda aderindo ao sonho modernista em torno da construção de capitais como Goiânia e Brasília. Atualmente, o Estado de Goiás abriga uma comunidade cigana significativa, sendo oficialmente registradas 3 mil pessoas em mais de 113 municípios, segundo dados do CadÚnico/IMB (2022), sendo a metade de seus beneficiários vivendo em Trindade, Itumbiara e Caldas Novas. Embora jamais tenham sido recenseados no Brasil pelo IBGE, com a maioria do grupo não mais vivendo acampado ou arranchado, há registros de ciganos em 79 acampamentos distribuídas por 58 municípios do Estado, enfrentando cotidianamente situações de exclusão e preconceito, somadas às dificuldades de acesso a serviços e aos problemas sociais e econômicos os mais variados. Diante de recentes conquistas históricas dos ciganos e de novos marcos legais, abrem-se aqui novas possibilidades de ativismo e de lutas políticas por direito e reconhecimento dos ciganos em áreas como saúde, educação, justiça, cultura e memória, habitação e direitos territoriais, merecendo especial atenção de pesquisadores, ativistas e representantes do poder público e do judiciário.

Títulos e Resumos

  • A presença cigana na cidade-santuário de Trindade em Goiás: entre festa, economia e política
    — Felipe Berocan Veiga

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