MR 40 - Escutas, documentos, etnografias: letalidades e genocídios indígenas hoje
Coordenação
Elaine Moreira (UNB)
Debate
Braulina Aurora (UNB)
Participantes
Edilene Coffaci de Lima (UFPR), Rafael Pacheco (USP), Elaine Moreira (UNB)
O tema sobre genocídio indígena no Brasil não é novo, ganhou um marco no tempo com o processo de Haximu, povo Yanomami, onde os responsáveis foram condenados por genocídio. Contudo, o tema longe de estar no passado tem sido mencionado no presente, entre o povo Yanomami (2023). O caso das violências repetidas no caso do povo Guarani Kaiowa, nos levam a pensar que esta ameaça infelizmente esteve presente em contextos do passado mas ela é igualmente atual. Em muitas realidades onde a ameaça do genocídio se coloca. muitos de nossos colegas se esforçam para comentar, atuar como peritos, ou ainda se debruçam sobre o tema, gerando novos conceitos capazes de entender a violência, como o conceito de letalidade branca (Tuxa, Felipe. 2021). A mesa se propõe a atualizar este debate onde a antropologia é, mais uma vez, convocada a falar sobre violência contra os povos indígenas em pleno século XXI. A proposta é trazer perspectivas, interpretações e novas proposições sobre o tema desta letalidade e o conceito de genocídio em nossas pesquisas e reflexões na atualidade, a partir de diferentes povos, situados em regiões do país. Como nossas pesquisas documentais e de escutas dialogam com a luta por direitos indígenas no contexto atual de novos enfrentamentos de genocídio?
Títulos e Resumos
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O genocídio dos Xetá em microescala: nos autos de um processo penal
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A atualidade do genocídio e das lutas indígenas por reparação no Brasil
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