35ª Reunião Brasileira de Antropologia — Campus Samambaia, UFG, Goiânia — 13 a 17 julho 2026

MR 73 - Territórios e travessias no Gerais: agência, política e reparação

Coordenação
Joana Ramalho Ortigão Corrêa (Coletivo Florescer Cerrado)

Participantes
Ana Carneiro Cerqueira (UFESBA), Luzimar Paulo Pereira (UFJF), Damiana de Sousa Campos (Instituto Rosa e Sertão)

O Gerais se inscreveu no imaginário brasileiro a partir da obra Grande Sertão: Veredas de Guimarães Rosa, contudo, antes de estar dentro de nós, o sertão mineiro é um território real, geográfico e político que atravessa disputas históricas pela terra. Do espinhaço às barrancas, do cerrado à mata seca, das várzeas aos vãos, estes territórios sofreram invasões e seguem em conflito por demarcações reparatórias. Indígenas, quilombolas, geraizeiros, caatigueiros, comunidades de fundo e fecho de pasto, vazanteiros, apanhadores de sempre-vivas, compreendidos como agências culturais coletivas produtoras de sociobiodiversidades, têm papéis fundamentais no cenário de contenção das mudanças climáticas. A antropologia, tanto pela atuação acadêmica quanto no campo da cultura e dos direitos sociais, têm sido uma aliada nos processos de mediação pela proteção de modos de vida de povos e comunidades tradicionais e a demarcação de territórios. Nesta mesa, a partir da interação entre práticas antropológicas, políticas de cultura, cartografias sociais e agências de povos e comunidades tradicionais, conversaremos sobre travessias que desenham futuros ancestrais na imensidão do Gerais. A mesa reunirá quatro mulheres cujos percursos de vida e trabalho estão inscritos de forma diversas neste território.

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