MR 53 - Modos de Temporalização e Práticas de Historicização entre Povos Camponeses e Tradicionais:
Coordenação
Camila Galan de Paula (UNIVASF)
Debate
Jorge Luan Rodrigues Teixeira (UVA)
Participantes
Yara de Cássia Alves (UEMG), Karina da Silva Coelho (Assessoria Técnica Independente), Janice Alves Trajano (UFPEL)
Diferentes trabalhos etnográficos realizados entre povos camponeses e tradicionais brasileiros apontam como tais grupos narram a sua história a partir do contraste entre um tempo de agora e “tempos” passados. Ao contar suas experiências de vida e a história das famílias, lugares e comunidades, as pessoas comumente se referem não a cronologias específicas ou a modos mais oficiais e consolidados de datação, mas sim a “tempos” nomeados - e.g. “tempo da maniçoba” - ou qualificados - e.g. “tempo das dificuldades”. Tais “tempos” aparecem nas narrações das histórias das comunidades circunscrevendo certas moralidades, coisas e relações sociais específicas a cada temporalidade. Esta Mesa Redonda objetiva fomentar a reflexão comparada sobre esses modos de temporalização, promovendo, a partir das pesquisas etnográficas das suas participantes, uma reflexão conjunta que indaga: quais relações de poder atravessam e constituem os “tempos” narrados? Como as pessoas contrastam o tempo presente da narrativa aos diferentes tempos pretéritos? Como se sobrepõem ou se diferenciam os tempos? Que marcos - ambientais, de políticas públicas, de estrutura fundiária - aparecem como indicadores de mudanças de tempos? Pode-se estabelecer contrastes ou sobreposições entre cronologias externas às formas narrativas etnografadas e os tempos narrados? O que esse modo de conhecimento ensina sobre as histórias e as práticas de historicização dessas comunidades?
Títulos e Resumos
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Temporalidades em composição: tempos-movimentos, narrativas e modos de conhecer
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"No tempo que a gente tinha nossa terra": A Comunidade Quilombola dos Jerônimos e suas narrativas sobre o passado de ocupação territorial
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