MR 22 - As águas no semiárido brasileiro: presenças, ausências e lutas
Coordenação
Marcela Rabello de Castro Centelhas (Colégio Pedro II)
Debate
Marcela Rabello de Castro Centelhas (Colégio Pedro II)
Participantes
Daniele Costa (UVA), Taisa Lewitzki (UFPR), Sandra Helena Silva de Aquino (UECE)
As águas avançam como objeto de estudo das ciências sociais, levando a repensar fronteiras disciplinares e hierarquias entre os saberes “especialistas” e aqueles ditos “tradicionais” ou “locais”. Longe de ser um objeto inerte, as águas têm se mostrado um bem múltiplo e relacional, produto e produtor de complexas operações sociais de nomeação e, portanto, disputa. Os usos e o acesso às águas conectam e movimentam legislações, políticas públicas, infraestruturas, modelos de desenvolvimento, moralidades, sentimentos e agenciamentos coletivos, revelando não só desigualdades estruturais, mas composições com o ambiente e projetos políticos diversos e, muitas vezes, antagônicos. As pesquisas que compõe esta Mesa Redonda pensam as águas a partir de um local cujo debate público sobre o tema é bem antigo: o semiárido brasileiro. Recusando-se a tomar a “falta” como elemento autoexplicativo, propõe-se pensar os mecanismos e dinâmicas que engendram as presenças e ausências das águas nessa região. Ao colocar em diálogo abordagens sobre diferentes contextos hidrossociais, o objetivo desta mesa é também debater o modo como as noções de necessidade, seca, escassez, insuficiência e essencialidade atuam nos discursos, conflitos e mobilizações que envolvem Estado, agentes privados e lutas territoriais.
Títulos e Resumos
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"Toda essa água" quando falta, quando seca, quando agencia
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A produção social dos usos das águas: escassez, disputas e negociações nos semiáridos cearenses
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Expropriação das águas e exploração dos ventos no território indígena Mendonça Potiguara (RN)
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