MR 66 - Precisamos falar sobre o diário de campo
Coordenação
Soraya Fleischer (UNB)
Debate
Claudia Fonseca (UFRGS)
Participantes
Alinne de Lima Bonetti (UFSC), Ana Clara Sousa Damásio dos Santos (UNB), Anne Line Dalsgård (Aarhus Universidade, Dinamarca)
Escrever sempre foi uma tarefa corriqueira no trabalho da Antropologia. Escrever diários de campo é uma destas tarefas. Encontramos menções, citações e, às vezes, até fac-símiles de diários em muitos textos clássicos e também contemporâneos da disciplina. Contudo, poucos são os diários publicados como tais, à revelia ou intencionalmente pelas suas autoras. Nem sempre, na etapa de formação, são incluídos e mencionados como uma técnica de pesquisa. Nem sempre, já nos textos publicados, há explicações de como os diários foram escritos, organizados, aproveitados. Então, parece que a utilidade e o uso dos diários são compreendidos por mimetismo ou interesse pessoal. Mais recentemente, temos notado que o silêncio sobre o diário de campo permanece e, quiçá, até se pronuncia diante da popularização das ferramentas digitais. Alega-se o risco de objetificar o outro ao (d)escrever sobre ele, a falta de tempo para registrar a saída de campo, a artificialidade de recorrer ao escrito diante do vivido e experienciado etc. Esta Mesa Redonda tem por objetivo retomar e aprofundar a importância do diário de campo para a produção de Antropologia. Mais do que isso, deseja reforçar sua centralidade epistemológica para a disciplina. Três etnógrafas de gerações, escolas e países diferentes irão contar como compreendem o diário de campo; como está presente nas suas etapas de pesquisa, escrita e publicação; e como tem sido incluído em suas salas de aula e relações de orientação acadêmica.
Títulos e Resumos
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