MR 67 - Processos Colaborativos em Projetos Antropológicos Sobre Coleções e Objetos Etnográficos em Museus
Coordenação
Renato Athias (UFPE)
Debate
Maximiliano Correa Menezes (Escola)
Participantes
Gliceria Tupinambá (UFRJ), Anna Bottesi (Università di Torino), Renata Curcio Valente (SEE/MN)
O avanço das tecnologias digitais tem promovido uma democratização sem precedentes no acesso remoto a acervos museológicos, permitindo que diferentes públicos, incluindo comunidades indígenas, pesquisadores, possam explorar e se reconectar com seus patrimônios culturais independentemente das barreiras geográficas. Esse processo colaborativo, ao integrar diferentes perspectivas e saberes, não apenas enriquece as interpretações sobre os acervos, mas também contribui para a rediscussão das dinâmicas de poder, a elaboração de protocolos éticos e o respeito às vontades e direitos dos povos originários dos objetos, ampliando assim o protagonismo indígena na construção de suas memórias. Esta mesa-redonda debate com representantes indígenas, pesquisadores, para analisar criticamente os processos colaborativos. Serão debatidos os desafios técnicos e epistemológicos da digitalização, bem como suas implicações políticas, com foco em perguntas centrais: De que maneira a digitalização de objetos etnográficos altera relações de poder na pesquisa colaborativa? Como garantir que essas ações respeitem os direitos e vontades dos povos originários / objetos? Que recusas e limites são estabelecidos tanto por comunidades quanto por pesquisadores? De que formas as mídias digitais podem ser empregadas de forma crítica para ampliar o protagonismo indígena na construção de narrativas sobre seu patrimônio? Quais são os principais desafios técnicos e metodológicos ao utilizar plataformas digitais?
Títulos e Resumos
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Mapeando coleções etnográficas de povos indígenas do Brasil no mundo: no contrafluxo da dispersão
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