MR 68 - Quilombolas e a antropologia: reflexões e inovações nas práticas de pesquisas a partir dos trabalhos das(os) antropólogas (os) quilombolas
Coordenação
Gardenia Mota Ayres (UEMA)
Participantes
Davi Pereira Junior (UEMA), Gardenia Mota Ayres (UEMA), Israel Oliveira (UFAL)
As inquietações em torno das garantias dos direitos territoriais das comunidades quilombolas consolidam, desde a década de 1970, um repertório de pesquisas antropológicas que vem problematizando os marcos jurídicos, administrativos e políticos inaugurados pelo Artigo 168 do ADCT e pelos artigos 215 e 216 (CRFB/1988). Ao longo desse tempo, a antropologia tem se posicionado e se especializado na produção de estudos e peças técnicas componentes dos procedimentos de titulação dos territórios quilombolas. O papel de antropólogas(os) junto aos direitos territoriais influenciou estudantes pertencentes às comunidades quilombolas a optar pelo campo da antropologia como área de formação e profissão. Assim, observamos nos últimos anos o crescente interesse de estudantes quilombolas pela disciplina, especialmente, nos programa de pós-graduação que passaram a ofertar vagas especificas para quilombolas através das políticas de ações afirmativas. Nesse sentido, estamos propondo esta Mesa Redonda com o intuito de provocar um debate reflexivo, sobre essa relação entre os(as) antropólogos (as) quilombolas e a antropologia, a ideia é juntarmos diferentes experiencias de antropólogos(as) quilombolas a partir de pesquisas para entendermos como estes/estas tem lidado com os instrumentos teóricos/metodológicos da disciplina em uma perspectiva de propor inovações nas práticas de pesquisas e contribuições críticas para a antropologia brasileira.
Títulos e Resumos
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Quando o antropólogo é o instrumento: notas sobre o uso do conhecimento antropológicos, por antropólogos quilombolas em defesa de direitos de seus territórios.
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Os antropólogo(as) quilombolas e a reconfiguração das práticas etnográficas e presença acadêmica contemporâneas
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