MR 32 - Diálogo sobre o diagnóstico de terras indígenas da APOINME
Coordenação
Kelly Emanuelly de Oliveira (UFPB)
Participantes
Felipe Tuxá (UFBA), Estêvão Palitot (UFPB), Kelly Emanuelly de Oliveira (UFPB)
Propomos debater o processo de pesquisa do Diagnóstico de Terras Indígenas da APOINME. A iniciativa reitera a ampliação da autonomia dos povos, tanto como demandantes como parte do corpo de pesquisadores antropologues. As pesquisas sobre terras indígenas no Brasil existem desde final de 1970, quando instituições indigenistas passaram a monitorar políticas fundiárias, realizando a crítica da (in)ação do poder estatal e contribuindo na consolidação de direitos étnicos. Essas pesquisas se consolidaram em termos metodológicos e procedimentais resultando em publicações periódicas em livros, atlas e artigos. A experiência que trazemos trata de um certo ineditismo nesse campo, pois é proposta diretamente por uma organização indígena, a APOINME - Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo, que captou recursos e recrutou pesquisadores antropologues, indígenas e não indígenas, na confecção do diagnóstico. A metodologia foi elaborada de modo participativo junto à diretoria da organização e lideranças indígenas, sendo aplicada, testada e remodelada ao longo do processo, utilizando de diferentes expedientes de levantamento e validação de dados. Assim, propomos reunir estes pesquisadores para dialogar sobre dimensões epistemológicas e práticas do Diagnóstico, refletindo o protagonismo indígena na condução da pesquisa e os resultados desta como prática que articula conhecimentos das chamadas metodologias indígenas em pesquisas antropológicas.
Títulos e Resumos
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O processo de geolocalização das terras e demandas de terras indígenas na área de abrangência da Apoinme.
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O Diagnóstico de Terras da APOINME e o importante debate sobre soberania indígena na produção de dados
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