MR 31 - Cuidado e Desigualdades Raciais: Tensionando a Literatura e as Agendas Públicas
Coordenação
Ranna Mirthes Sousa Correa (MDS)
Debate
Thamires da Silva Ribeiro (UERJ)
Participantes
Camila Fernandes (ims), Ranna Mirthes Sousa Correa (MDS), Anna Bárbara Araujo (UFRN)
O cuidado emergiu nos últimos anos como um tema central na agenda pública, impulsionado pela crise pandêmica e pelo reconhecimento da centralidade do trabalho de cuidado na sustentação da vida social. No entanto, as reivindicações dos movimentos sociais e as produções acadêmicas sobre cuidado antecedem a esse movimento, construindo marcos fundamentais para a compreensão do tema. Esta mesa busca tensionar a literatura sobre cuidado a partir das desigualdades raciais, ampliando o debate sobre como a raça estrutura as relações de cuidado no Brasil. Partimos do pressuposto de que a distribuição do trabalho de cuidado, seja ele remunerado ou não, segue atravessada por relações de raça, classe e gênero que ecoam as bases escravocratas da América Latina. Trabalhadoras do cuidado, majoritariamente negras e periféricas, ocupam posições de vulnerabilidade, da assistência infantil ao cuidado com idosos e pessoas com deficiência. Ao mesmo tempo, a presença da população negra como beneficiária de políticas públicas de cuidado também levanta questões sobre acesso, direitos e a racialização da proteção social. Portanto, a discussão explora a interseção entre cuidado e raça em suas diversas dimensões: a organização do trabalho de cuidado, as desigualdades raciais na provisão e no acesso às políticas públicas de cuidado, as experiências de cuidadoras e de quem recebe cuidado, bem como os desafios para a construção de uma agenda de cuidados que reconheça a centralidade das relações raciais.
Títulos e Resumos
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As interseccionalidades no trabalho de cuidado remunerado: desigualdades, ativismos e políticas públicas
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Cuidadores familiares e raça: quem sustenta o envelhecimento no Brasil?
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Justiça reprodutiva e os sentidos do cuidado nas articulações políticas e comunitárias de mulheres negras: um diálogo possível
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