GT 079 - Gênero, gravidez e parto: tecnologias e políticas reprodutivas
Coordenação
Stephania Gonçalves Klujsza (UFF)
Débora Allebrandt (UFAL)
Dando continuidade as discussões iniciadas nos Colóquio da Rede Anthera, este GT busca reunir pesquisas que explorem etnograficamente as temáticas da gravidez e do parto, em interseção com as discussões sobre gênero, tecnologias e políticas reprodutivas. Visando contemplar a diversidade das experiências sociais relacionadas à reprodução, bem como as diferenças que lhes caracterizam a partir dos marcadores sociais. A partir da última década do séc XX, observa-se a ampliação do conjunto de temas abarcados pelas pesquisas antropológicas que tomam a gravidez e o parto como eventos-chave. As análises sobre justiça reprodutiva e direitos sexuais e reprodutivos, a humanização do parto, o desenvolvimento de tecnologias reprodutivas e seus efeitos, as políticas de assistência, os ativismos em torno das práticas de cuidado nas cenas de parto, os saberes tradicionais e a emergência de novos atores, a categoria violência obstétrica e seus desdobramentos e, mais recentemente, os contextos da epidemia do zika vírus e da pandemia de covid 19, evidenciam a relevância cultural e a dimensão política destes eventos e do próprio interesse temático. Neste GT, visamos dar continuidade a estes diálogos com ênfase nas práticas relativas aos corpos e seus agenciamentos em termos individuais/biográficos, coletivos ou institucionais. Também serão bem-vindas pesquisas que interroguem o lugar da própria antropologia e da prática etnográfica na produção e análise de tecnologias e políticas reprodutivas.
Títulos e Resumos
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Resistências a uma "política de (des)cuidado": doulas e o ativismo contra a violência e o racismo obstétrico
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Entre a juventude e a maternidade: gênero e experiências juvenis em uma análise etnográfica em Beneditinos (PI).
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Maternar com Deficiência: Produção Científica, Estigmas e Experiências de Cuidado
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Vergonha: parir sob o legado da escravidão no Brasil rural negro Racismo obstétrico e abandono estrutural na atenção materna
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Dignidade menstrual, políticas públicas e disputas de sentido: uma etnografia sobre o Programa de Distribuição de Absorventes de Santa Catarina
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Quem pode engravidar "tardiamente" no Brasil? Entre expectativas sociais e tecnologias e políticas reprodutivas
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Entre pontos e contrapontos: hierarquias e dilemas técnico-emocionais na formação em obstetrícia na Bahia
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Gestação, parto e amamentação na experiência de um casal transcentrado, preto e periférico
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A violência obstétrica como dispositivo de imposição das normas de gênero, raça e classe
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