35ª Reunião Brasileira de Antropologia — Campus Samambaia, UFG, Goiânia — 13 a 17 julho 2026

GT 070 - Etnografias do Sistema de Justiça Criminal e da Punição

Coordenação
Welliton Caixeta Maciel (UNB)
Luana Almeida Martins (UFRJ)

Pessoa debatedora
Jania Perla Diógenes de Aquino (UFC)
Juliana Melo (ufrn)
Roberta Fernandes Santos (PUC MINAS)

Este Grupo de Trabalho se propõe a reunir estudos empíricos baseados em pesquisas etnográficas desenvolvidas em diferentes espaços e práticas dos Sistemas de Justiça Criminal e Penitenciário – desde as audiências judiciais e a persecução penal, até o cumprimento de medidas restritivas de direitos e medidas privativas de liberdade (em ambientes prisionais, socioeducativos ou de restrição em meio aberto). A ideia é fomentar o diálogo entre investigações que analisem processos, práticas, rotinas, representações e moralidades que atravessam a justiça criminal e suas instituições. Serão bem-vindas contribuições que explorem as circulações e fluxos de pessoas e objetos, documentos e decisões, bem como as relações entre sujeitos sancionados, agentes estatais e demais atores envolvidos nesses contextos. A discussão em torno de metodologias relacionadas ao trabalho de campo será aceita quando permitirem discussões mais amplas sobre os desafios éticos da pesquisa etnográfica considerando as particularidades desses contextos, os quais são marcados pela coerção, pelo segredo institucional e por complexas dinâmicas de poder. Assim, busca-se, com este Grupo de Trabalho, constituir um espaço de troca interdisciplinar, reunindo pesquisadoras e pesquisadores das Ciências Sociais, da Antropologia, da Sociologia, do Direito e áreas afins, interessadas/os em compreender o funcionamento cotidiano dos sistemas mencionados.

Títulos e Resumos

  • Queima de Arquivo: Da Escravidão ao Cárcere Feminino e o Apagamento Documental da História Negra no Brasil
    — Amanda Gonçalves Prado Quaresma
  • Audiência de custódia nos casos da Lei Maria da Penha: uma análise a partir dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da cidade de Goiânia-GO
    — Caroline Ramos Bacic
  • A Assistência Religiosa como Mecanismo de Controle e (Re)Significação: Um Estudo sobre as Crisálidas do Presídio Feminino Nilza da Silva Santos
    — Danielle Henrique
  • "Esses aí vão sair pra Papuda": os discursos de perigo no sistema de justiça juvenil do Distrito Federal
    — Flávia de Freitas Cabral
  • "Lá fora perde força porque não é uma facção de rua": O lugar do Povo de Israel no debate acadêmico sobre coletivos criminais
    — Jaider dos Santos Costa
  • Entre a suspeição e a sentença: perfilamento racial e a produção do sujeito criminoso no sistema de justiça brasileiro
    — Jéssica de Oliveira Ferreira, Thiago dos Santos Martins Fidelis
  • Cultivando o Salvo-conduto: coleta e análise dos Habeas Corpus para o cultivo de maconha com fins medicinais
    — João Luiz Rodrigues Bastos Pinto, Mário José Bani Valente, Frederico Policarpo, Gabriel Seixas Silva
  • Dignidade e sentidos de justiça em contextos prisionais franceses e brasileiros: um panorama
    — Juliana Melo
  • Perfil dos profissionais da socioeducação no Rio de Janeiro: uma pesquisa coletiva da Escola Estadual de Socioeducação - RJ
    — Luana Almeida Martins, João Vitor Duarte Travassos, Isabelle Cardoso Varanda, Davi França Rodrigues
  • Da expectativa à realidade: Representações sociais da monitoração eletrônica no Distrito Federal
    — Marcos Aurélio Sloniak
  • A Justiça Juvenil e a Recomendação 62 do Conselho Nacional de Justiça na vida dos adolescentes ou "menores infratores" .
    — Raymundo Nonato de Almeida Santos
  • Entre grades e direitos: quando a universidade aprende a entrar na prisão
    — Rodrigo Martins Azevedo
  • Punição eletronicamente monitorada: percursos etnográficos multissituados em movimento, entre Brasil e França
    — Welliton Caixeta Maciel

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