GT 107 - Quilombolas, Mudanças Climáticas e Conflitos no Antropoceno
Coordenação
Cintia Miller (UFBA)
Ricardo Cid Fernandes Giordano (UFPR)
De acordo com o Censo 2022 os quilombolas somam mais de 1,3 milhões de pessoas no Brasil, destas apenas 167.769 pessoas residem em territórios identificados como quilombolas. Ao longo da última década Programas de Pós-Graduação no Brasil produziram vários estudos com quilombolas, dentre os 2.399 registros para a palavra quilombo no Banco de Teses da CAPES, 696 estudos foram registrados entre os anos de 23 e 24, sendo 237 na área das Ciências Humanas (nov.25). Conflitos multiescala têm sido descritos e analisados em todas as regiões do país, através de monografias, imagens, artigos e textos periciais. A proposta deste Grupo de Trabalho é promover visibilidade e discussões que analisem conflitualidades agravadas por problemas relacionados às Mudanças Climáticas e ao Antropoceno e sua característica de gerar e acentuar perturbações já existentes junto aos quilombolas. Para discutir estas transformações, propomos um GT com três sessões: 1. Ecologias e multiespécies na composição de territorialidades em conflito; 2. O papel do estado em conflitos que produzem e agravam perturbações na paisagem e nas relações de habitabilidade nos quilombos; e 3. Cosmopolíticas e mobilização quilombola.
Títulos e Resumos
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Sementes insurgentes: As tecnologias sociais quilombolas do Médio Vale do Ribeira através de iniciativas rurais comunitárias de luta e resistência diante da emergência climática no Antropoceno
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Paisagem entre marés, conflitualidades e vivências multiespécie no Recôncavo da Bahia
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Floresta Cultivada: As tecnologias sociais dos quilombos Sítio Coqueiro e Rio Verde (Guaraqueçaba-PR) como formas de arranjo ecológico e de resistência
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Territorialidade, identidade e resistência: uma análise antropológica da Comunidade Quilombola Visão de Águia (Tocantins, Brasil)
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Terra de Preto: cosmopolíticas quilombolas, meio ambiente e lutas no Sul do Brasil
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