35ª Reunião Brasileira de Antropologia — Campus Samambaia, UFG, Goiânia — 13 a 17 julho 2026

GT 046 - Coletivos Urbanos, Comunidades Tradicionais e Patrimônio: perspectivas antropológicas sobre meio ambiente, paisagens e pertencimentos ao territorio

Coordenação
Ana Cristina Rodrigues Guimarães (Advocacia Geral da União)
Camila Sissa Antunes (UNIPAMPA)

Este grupo de trabalho se constitui como um espaço de diálogo interdisciplinar e aprofundamento teórico-metodológico sobre as múltiplas relações entre grupos sociais, seus territórios, práticas patrimoniais e os desafios socioambientais atuais. Reconhece-se que comunidades tradicionais e coletivos urbanos, em diferentes escalas e contextos, apresentam processos comuns de construção de identidade, luta por reconhecimento, estratégias de resistência, além de modos próprios de apropriação, uso e atribuição de significado ao território e ao patrimônio. A antropologia contemporânea tem se interessado em pensar articulações e relações entre sujeitos, coletivos e o espaço, especialmente no contexto urbano e dos territórios em disputa. Desta forma, considera-se que conceitos como território, paisagem e patrimônio cultural são centrais para compreender dinâmicas de pertencimento, resistência, transformação e produção de sentidos em sociedades marcadas por desigualdades, mobilidades e múltiplas formas de engajamento político e cultural. Propomos pensar essas conexões de maneira a construir um olhar que contemple perspectivas plurais de perceber e experienciar os territórios. A proposta é a interlocução entre pesquisas que abordem dinâmicas de patrimonialização, conflitos e negociações territoriais, gestão compartilhada de bens comuns, experiências de resistência, práticas de sustentabilidade, movimentos sociais, bem como disputas por direitos socioambientais, culturais e territoriais.

Títulos e Resumos

  • Comunidades tradicionais de origem açoriana em Santa Catarina: estratégias de resistência e luta por reconhecimento
    — Ana Cristina Rodrigues Guimarães
  • Progresso para quem? Uma Análise Etnográfica sobre a Avenida Liberdade e a Comunidade Maria Petronília, Belém/PA.
    — Calina Ramos de Brito Souto, Tatiana de Lima Pedrosa Santos
  • O projeto da compra assistida na Ilha da Pintada, no Bairro Arquipélago de Porto Alegre: O desabitar de populações tradicionais das suas casas e as mudanças no relacionamento com o território
    — Cristian Camilo Polania Quijano
  • Patrimônio, território e performance: o Marabaixo do Amapá entre políticas públicas, pertencimento e resistência negra
    — Daniel Oliveira Terto
  • Mapas e territórios ativos: uma leitura do território a partir de Capivari (MG)
    — Gustavo Fiorini Marques
  • Memória e ressignificação de território: de complexo da FEBEM a Parque Estadual do Belém
    — Iara Silva Miranda de Oliveira
  • Patrimonialização e o reinado em Minas Gerais: um estudo de caso do Quilombo Nossa Senhora do Rosário frente às políticas do IEPHA/MG
    — Karina Landa da Silva, Steffane Pereira Santos, Gabriel Henrique Gomes da Silva, Rayssa Marrayne César de Sousa
  • Quando o asfalto sobe a serra: infraestruturas, conflitos e governo do território em Praia Grande (SC)
    — Luana Paulino Luiz
  • Assentando o Axé desse Chão": carnaval, identidade e sociabilidade numa escola de samba do sul do Brasil
    — Maria Caetana Ribeiro Da Silva, Camila Sissa Antunes
  • Quando as plantas brotam na arena patrimonial: saberes das/os raizeiras/os do Cerrado
    — Marilia Amaral
  • Onde os rios se encontram: vidas e saberes dos pescadores da Barra do Longá (PI)
    — Mylena Karine dos Santos Malheiros
  • Proposta de Chancela da Paisagem Cultural do rio Uruguai
    — Silvana Terezinha Winckler, Arlene Renk, Guilherme Augusto De Toni, Reginaldo Pereira
  • Articulação institucional no processo de regularização fundiária em contexto urbano da Comunidade Quilombola dos Arturos-MG
    — Vanessa Costa Cançado Silva, Breno Trindade da Silva

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