GT 039 - Capitaloceno, Políticas Públicas & Cosmopolíticas: perspectivas dos territórios
Coordenação
Alicia Ferreira Gonçalves (UFPB)
Alcides Fernando Gussi (UFC)
Desde 2005, o Grupo de Pesquisa Interdisciplinar em Cultura, Sociedade e Ambiente (Gipcsa) tem se dedicado à reflexão crítica sobre as interfaces entre antropologia e políticas públicas, participando ativamente das reuniões da ABA e da RAM. Nosso foco tem sido o papel da antropologia no desenho, formulação e avaliação de políticas que, muitas vezes, são construídas a partir de bases generalistas, ignorando as alteridades enraizadas nos territórios. A Constituição de 1988, fruto da mobilização dos movimentos sociais, reconheceu direitos ambientais, indígenas e de comunidades tradicionais. Contudo, tais direitos têm sido sistematicamente distorcidos por mediadores não discursivos como o poder e o dinheiro — marcas profundas do capitaloceno. Nesta edição, propomos ampliar o debate incorporando os contextos do capitaloceno, em que a ação humana se configura como força motriz da crise socioambiental. Corporações capitalistas transnacionais têm causado danos irreversíveis ao planeta: aquecimento global, poluição hídrica, desmatamento, queimadas, entre outros. Diante desse cenário, convidamos pesquisadorxs a refletirem sobre o papel da etnografia e das políticas públicas e cosmopolíticas (Strenger, 1997) como formas de enfrentamento às crises contemporâneas. Interessa-nos especialmente abordagens que reconheçam a natureza como ser vivo, os sinais diacríticos dos territórios e as cosmovisões de comunidades indígenas, ribeirinhas, quilombolas, fundos de pasto, entre outras.
Títulos e Resumos
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Idioma da percepção e bifurcação da natureza: fundamentos epistêmicos do negacionismo da ciência corporativa
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Das coisas que não-acontecem no Estado
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A atuação do INCRA e os entraves na regularização fundiária dos territórios quilombolas no Brasil
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Notícia urgente, política ausente: quem chora pelas vidas indígenas LGBTQIA+?
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Cosmopolíticas contracoloniais na Caatinga: entre esquecimentos e retomadas da memória indígena no Cariri e Sertão Paraibano
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O Balanço Ético Global 2025 e o descompasso entre evidências e compromissos na governança ambiental
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Cactos como companheiros etnográficos: especulações sobre as relações multiespécies na Caatinga
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Cartografias para Adiar o Fim do Mundo: Os Desafios para Política Nacional de Gestão Ambiental em Terras Indígenas Potiguara
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Construir em comum, contrariar o fracasso: com mulheres Sem-Terra do Ceará
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O mito da localidade do "frango britânico": sobre cadeias transnacionais e local-washing
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Antropologia das Mudanças Climáticas: Racismo Ambiental na Cidade do Natal - RN
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