GT 017 - Antropologia das ciências, tecnologias e outras ancestralidades
Coordenação
Guilherme José da Silva e Sá (UNB)
Daniel Alves de Jesus Figueiredo (UFMG)
Pessoa debatedora
Flora Rodrigues Gonçalves (Fiocruz)
Rafael Antunes Almeida (UNILAB)
Nos últimos 25 anos, o campo da antropologia da ciência no Brasil se destacou pela realização de etnografias em contextos de laboratórios e outros ambientes onde as práticas científicas se constituíam. Na esteira desses trabalhos, desenvolveram-se estudos sobre controvérsias sociotécnicas, conduzidos a partir da descrição das redes que as constituem, os estudos multiespécie, as abordagens críticas da relação entre gênero e ciência, as análises sobre o Antropoceno e, mais recentemente, as etnografias do negacionismo. A Antropologia, por sua vez, desde a virada do século XX para o XXI, tem assistido ao progressivo “derretimento” de grandes objetivações estanques que tradicionalmente estruturaram a disciplina, como a “religião”, a “política”, o “corpo”, o “rural” e o “urbano” e, por que não dizer, a “Ciência”. Na antropologia da ciência, esse processo se faz sentir no aumento da diversidade das abordagens e na emergência de novas tentativas de problematizar as relações entre os conhecimentos indígenas, quilombolas e a produção de saberes científicos. Este Grupo de Trabalho reafirma o interesse por etnografias, estudos de caso e análises teóricas sobre os temas mais comumente visitados pelo campo, mas amplia seu escopo para propostas comprometidas com a pluridiversidade e que nos ajudem a responder à seguinte questão: o que pode uma antropologia das ciências antirracista e diversa frente a um campo marcado por exclusões e assimetrias de raça, gênero e região?
Títulos e Resumos
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Mudanças climáticas e saberes tradicionais indígenas: uma leitura crítica sobre o tema.
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De quem observa quem no Brasil quando "eu sou uma das suas nativas": pesquisando pesquisadores em situação de alteridade mínima para cima
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Distinções regulatórias e a produção sociotécnica da Cannabis como uma tecnologia de saúde no Brasil
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De Imhotep aos Pretos Velhos: A Medicina Egípcia chegou aos Terreiros de Umbanda
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A filósofa da ciência, a bruxa (neo)pagã e as "linhas de fuga" de uma co-autoria improvável
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Reflexões etnográficas sobre práticas de co-produção de conhecimento entre pesquisadores em ciências da conservação da sociobiodiversidade e comunidades pesqueiras e marisqueiras
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Modos de fazer Aparição: processo de criação e tecnologia ancestral
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O destino da coisa: processos de reconfiguração do lixo tecnológico
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