35ª Reunião Brasileira de Antropologia — Campus Samambaia, UFG, Goiânia — 13 a 17 julho 2026

GT 085 - Hip Hop e Antropologia: Construindo conhecimentos na Cena Social, Acadêmica e Política Brasileira!

Coordenação
Diogo Raul Zanini (UFRGS)
Guilhermo Aderaldo (UNESP)

Nos anos 1970, as juventudes afrodescentes no Atlântico Negro (Gilroy, 2001) criaram expressões culturais autênticas, influenciadas pelos bailes e sociabilidades culturais negras. Nos EUA, influenciados pelo Sound System Jamaicano, entre outras referências Afro-diaspóricas, surgiu a Cultura Hip Hop e seus Cinco Elementos (Breaking, DJ, Graffiti, MC e o Conhecimento). No Brasil a Cultura Hip Hop se manifestou nos Bailes Blacks e espaços públicos das grandes, médias e pequenas cidades brasileiras. Atualmente a Cultura Hip Hop se transversaliza e se intersecciona com diversas frentes de ação, notadamente as políticas públicas, e pautas sócio-identitárias ligadas à raça, gênero orientação sexual, território, juventudes, entre outras. A Antropologia, em suas diversas áreas, têm analisado a Cultura Hip Hop como um cenário de produção e disputa de espaços de expressão, educação, sociabilidade, arte, cultura, sustentabilidade e cidadania nas ruas, espaços públicos e instituições. Serão acolhidos trabalhos envolvendo estudos etnográficos, bibliográficos, qualitativos e quantitativos, práticas de atuação profissional na academia e para além dela, relacionados aos Cinco Elementos da Cultura Hip Hop (Breaking, DJ, MC, Graffiti, Conhecimento) Slam, batalhas, coletivos, campeonatos, Casas de Hip Hop, Museus do Hip Hop, feiras, exposições, acervos e patrimonialização da Cultura Hip Hop, articulações com o Estado e outros setores e dimensões imersas na sociedade, nas ruas e nas instituições.

Títulos e Resumos

  • A Batalha do Tanque: ressignificação simbólica e apropriação do espaço público em São Gonçalo (RJ)
    — Chrystian Melon Marins
  • Corpo, Câmera e Ritual: Uma etnografia "de dentro" das batalhas de Hip Hop Dance no Sul do Brasil.
    — Deivid Garcia Viegas, Daniele Borges Bezerra
  • Ilha da magia: Costurando narrativas de liberdade de mulheres negras da cena Hip Hop.
    — Diennifer Eloísa Campos Cardozo
  • O Hip Hop moçambicano e a (re)invenção intercultural da identidade nacional: uma abordagem socioantropofilosófica
    — Dulcídio Manuel Albuquerque Cossa
  • Vozes que desafiam: mulheres nas batalhas de rima e o protagonismo na cena hip hop de Goiânia
    — Emiliana Pereira dos Santos
  • As articulações de mulheres e as ondas do feminismo no Hip Hop
    — Harumi Laini Agata da Rocha
  • Estudos Hip Hop- contexto e perspectivas
    — Jefferson de Assis Fleming, Diogo Raul Zanini
  • Um bom malandro: adaptabilidade e sociabilidade em eventos de graffiti (DF)
    — Lucas Yuri Fernandes Silva
  • Patrimonialização do Hip-Hop a partir do projeto Sementes do Hip-Hop nas Escolas
    — Nathan Anderson Menezes Pacheco
  • Hip Hop na Amazônia: território como ontologia relacional no enfrentamento às mudanças climáticas
    — Patrícia Patrocínio
  • Batalha do Crematório: História, violência policial e a circulação da economia através do movimento Hip Hop que acontece na Praça Dalcídio Jurandir, bairro da Cremação - periferia de Belém do Pará.
    — Rafael Sales Chaves, Luísa Maria Silva Dantas
  • A cultura hip-hop como linguagem pedagógica: um relato etnográfico no ensino de Sociologia.
    — Sabrina Royer Stragliotto Brito
  • A cena das b-girls em São Paulo: trajetórias, fortalecimento e desafios
    — Sofia Vieira Corrêa
  • Casa "Escola" Ruína: o território como instância de saber no Hip Hop em Teresina, Piauí
    — Vanessa Nunes Soares

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