35ª Reunião Brasileira de Antropologia — Campus Samambaia, UFG, Goiânia — 13 a 17 julho 2026

GT 024 - Antropologia dos Povos Tradicionais Costeiros: Práticas Sociais, Disputas Identitárias e Conflitos

Coordenação
Luceni Hellebrandt (UFS)
Márcio De Paula Filgueiras (IFES)

Sessão 1

Pessoa debatedora
Voyner Ravena Cañete (UFPA)

Sessão 2

Pessoa debatedora
Marco Antonio da Silva Mello (UFF & UFRJ)

Sessão 3

Pessoa debatedora
Jose Colaco Dias Neto (UFF)

Diversos grupos sociais que vivem do extrativismo e da agricultura, entre outras atividades – tais como pescadores artesanais e ribeirinhos em geral – foram ou são habitantes de regiões costeiras e historicamente têm sido impactados por diversos fenômenos. A expansão metropolitana, os desastres ambientais de grandes proporções, o turismo em pequena e larga escala, as formas de controle oficial em áreas de interesse ecológico, são alguns processos que vem reconfigurando o uso e a ocupação de territórios costeiros e ribeirinhos no Brasil. Este Grupo de Trabalho tem reunido, de modo bem sucedido, nos últimos anos, pesquisas empíricas e de caráter etnográfico de pesquisadores profissionais e estudantes em diferentes níveis de suas formações que colocam em evidência tensões, disputas e conflitos entre os povos e comunidades tradicionais e os vários modelos de uso e ocupação de territórios ribeirinhos e costeiros. Neste sentido, são aspectos de interesse para discussão as relações sociais, ambientais e estruturas econômicas das populações tradicionais costeiras, e temáticas como invisibilidade e papéis das mulheres nas comunidades, experiências no manejo de ecossistemas, formas de organização política, estratégias de resistência e organizações coletivas para o enfrentamento aos modelos hegemônicos de exploração ambiental, conflitos suscitados por diferentes processos e agentes sociais – sobretudo agências estatais, políticas costeiras, organizações não governamentais e empresas.

Títulos e Resumos

  • Entre a memória e o esquecimento: gestão das águas e tessituras solidárias no enfrentamento da escassez hídrica
    — Amanda Brenda Santos Macedo
  • Da Lagoa Feia à Lagoa Fea: 25 anos depois do início do trabalho de campo, o retorno de antigas questões
    — Carlos Abraão Moura Valpassos, Jose Colaco Dias Neto
  • Entre Redes e Memórias: um estudo com pescadores tradicionais de Arraial do Cabo/RJ e suas percepções das mudanças climáticas
    — Gabriel de Leles Batista Chaves, Marisa Barbosa araujo
  • Muruadas são boas para pensar: um circuito aberto de modos relacionais guiado por agenciamentos entre humanos e não humanos.
    — Jerônimo Amaral de Carvalho, Eliana Santos Junqueira Creado
  • Onde está o Morro do Careca? Relato de experiência da comunidade da Vila de Ponta Negra frente à especulação imobiliária
    — Lia Pereira de Araújo e Silva
  • Marisqueiras, rainhas do mangue e guerreiras: contribuições sobre o que é ser marisqueira, a partir de vivências junto a mulheres marisqueiras do Litoral Sul de Sergipe no âmbito do PEAC
    — Luceni Hellebrandt, Karoline Coelho Ferreira, Amanda Santos Moura, Brenda dos Santos Jesus, Elienaide Cardoso das Flores
  • Educação escolar e luta pelo território na comunidade quilombola do Cumbe
    — Ozaias da Silva Rodrigues
  • Da "Zona De Sacrifício" ao Território Governado: Resex Marinhas, Co-Produção e Resistência da Pesca Artesanal no Parque Nacional do Cabo Orange (AP)
    — Uriens Maximiliano Ravena Cañete, Voyner Ravena Cañete
  • Movências interculturais e transnacionalização de saberes na fronteira Brasil-Guiana Francesa
    — Vanda Aparecida da Silva, José Guilherme dos Santos Fernandes

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