35ª Reunião Brasileira de Antropologia — Campus Samambaia, UFG, Goiânia — 13 a 17 julho 2026

GT 020 - Antropologia digital e Políticas etnográficas: abordagens sociotécnicas sobre poder e diferença

Coordenação
Lorena Mochel (UFRRJ)
Maria Elisa Maximo (UDESC)

Sessão 1

Pessoa debatedora
Stephanie Lima (Internetlab)

Sessão 2

Pessoa debatedora
Letícia Maria Costa da Nóbrega Cesarino (UFSC)

Sessão 3

Pessoa debatedora
Bruno Mafra Ney Reinhardt (UFSC)

Este GT tem como objetivo reunir pessoas pesquisadoras interessadas na investigação de fenômenos, dinâmicas, práticas, mediações e interações produzidas em face da expansão e presença pervasiva das tecnologias digitais. Buscamos provocar debates sobre a agenda teórica e metodológica da Antropologia a partir de pesquisas que, em comum, considerem o potencial da etnografia de posicionar os múltiplos eventos compreendidos no âmbito da cultura digital, a partir de lugares onde eles são produzidos e significados cotidianamente. Nossa ênfase nas políticas etnográficas busca ampliar os limites do campo da Antropologia Digital, acolhendo pesquisas sobre interações e processos sociais atravessados e/ou reconfigurados por elementos e mediações técnicas. Consideramos bem-vindas apostas em experimentações etnográficas, debates sobre ética e posicionalidade, além de análises atentas às relações raciais, de gênero, religião, classe e outras diferenças que moldam usos tecnológicos. Nesta chave, pretende-se dar lugar às abordagens sociotécnicas que considerem a digitalização da produção, circulação e consumo de bens culturais, bem como o surgimento de movimentos, práticas e de novos sujeitos públicos na cena contemporânea. Pretende-se, assim, estimular olhares que reconheçam os múltiplos elementos e agências que conformam os fenômenos na era digital, sejam eles artísticos, políticos, interacionais ou com outros enfoques.

Títulos e Resumos

  • Usos e (contra)usos do WhatsApp em relações atravessadas pela prisão.
    — Alana Barros
  • A vida em cena: narrativas sobre Família, performance e produção de conteúdo LGBTIA+ no Instagram
    — Ana Carolina Vieira da Silva Pereira
  • "Se está com tanta pressa assim, que compre uma pizza de micro-ondas!": gerações, afetos e fricções na sociabilidade digital do Grindr em contextos interioranos
    — Daniel da Silva Stack
  • Mulheres Conexão entre as “terras” e as telas: O fazer político e epistemológico da Associação das Mulheres Indígenas em Mutirão (AMIM) sob o olhar da produção digital no Instagram.
    — Edilene Batista Mastub
  • Espíritos do digital: interseccionalidades e agência divina no WhatsApp
    — Lorena Mochel
  • Política do bem-viver: a atuação do grupo novas narrativas evangélicas na internet
    — Louise Tavares
  • Os "produtos" registrados no "sistema câmara": a regulação dos fluxos de trabalho e do direito à saúde a partir de um software
    — Lucas de Magalhães Freire
  • Desejo, Homoerotismo e Subjetividades em Ambientes Virtuais: Uma Análise Antropológica
    — Lucas Mateus do Nascimento Patuci
  • Onde o tradicional e moderno se encontram: uma análise das narrativas míticas amazônicas no podcast Pavulagem
    — Natacha Rodrigues Portal
  • Influenciadores religiosos nas redes sociais: agência dos usuários e poder das plataformas digitais
    — Olívia Bandeira de Melo Carvalho
  • Interseccionalidades na exposição do adoecimento: análise socioantropológica das narrativas de mulheres em assistência paliativa no Instagram
    — Paula Tavares Vigilato, Rachel Aisengart
  • Mentoria com Exu: umbanda digital e o discurso da prosperidade em Exu do Ouro
    — Tainá Silva Dias

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