GT 056 - Diálogos entre as perspectivas teóricas feministas negras e decolonial com a antropologia
Coordenação
Angela Figueiredo (UFRB)
Luciana de Oliveira Dias (UFG)
Pessoa debatedora
Luciene de Oliveira Dias (UFG)
Cristiane Santos Souza (UNILAB)
Sabemos que a antropologia surgiu com o propósito de produzir conhecimento sobre os povos diferentes, distantes e longínquos durante a invasão colonial. A maior parte dos estudos esteve ancorada em uma perspectiva evolucionista. Mas do estudo do outro distante, passamos para o estudo do nós, nós negros, nós mulheres e tantos outros nós que constituem as comunidades periféricas e racializadas. A política de cotas implementada desde 2002 ampliou o número de estudantes negros, negras e indígenas nas universidades, e esse aumento está sendo acompanhado de importantes transformações na produção do conhecimento, nas perspectiva teórica, metodológica e epistemológica. Para a maioria dos pesquisadores e pesquisadoras negras, a experiência é o ponto de partida para a escolha de seus temas de pesquisa. A ideia do distanciamento que caracterizou os primeiros trabalhos da antropologia no Brasil, a sugestão para estranhar o familiar ao realizar pesquisas em um universo sociocultural próximo ao nosso tem sido substituída por uma urgente e necessária reflexão sobre o próximo, sobre o nós, ou seja, estamos atuando dentro do contexto em que a alteridade é mínima. Nesse sentido, a demanda pela autoetnografia e escrevivência como métodos não podem ser ignorados pela disciplina. O objetivo desse GT é estabelecer um diálogo entre pesquisadores que problematizem tais questões à luz de trabalhos empíricos, buscando entender quais são os desafios e contribuições para o fazer antropológico.
Títulos e Resumos
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As contribuições das Okinkas e Mindjer Ika Tambur na emancipação feminina na sociedade guineense
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Rasurando imagens de controle: mulheres negras, memória e etnografia implicada no Sul do Brasil
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Uma autoetnografia da encruzilhada epistêmica: o feminismo negro como prática antropológica
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Marcha, memória e futuro: A marcha como estratégia política do movimento de Mulheres Negras de Pelotas/RS
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Memórias de um Terraço: a "redenção pelo detalhe" e a recusa à antropologia da dor
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O Caribe na obra de Lélia Gonzalez: diálogos transatlânticos e a formulação dos conceitos de pretuguês e amefricanidade
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Entre universidades e periferias: autoetnografias, memórias e feminismos periféricos
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