GT 028 - Antropologia e indigenismo: história, modos de fazer e reflexões
Coordenação
Daniela Fernandes Alarcon (UFRJ)
Jurema Machado de Andrade Souza (UFRB)
O objetivo deste grupo de trabalho é discutir a atualidade da prática indigenista a partir da atuação de indígenas e não indígenas, sobretudo antropólogos, no Estado e além. Em nossa definição de indigenismo, recuperamos sua acepção como um conjunto de ideologias, práticas administrativas e tecnologias de poder por meio das quais o Estado brasileiro representa, regula e controla os povos indígenas (Souza Lima, 1995, 2002; Pacheco de Oliveira, 2016; Ramos, 1998), mas também como formas de atuação engendradas por indígenas e não indígenas no enfrentamento de um poder colonial continuado e que se reinventa em diferentes contextos (e.g. Souza, 2019; Alarcon, 2019; Amado, 2020). A intenção é reunir trabalhos de pesquisa que revisitem o indigenismo, considerando distintos modos de pensar e fazer história e política indigenista, com atenção às transformações na virada para o século 21. Destacamos como alguns focos de interesse: eventos mobilizadores das políticas indigenistas nas últimas décadas; os papéis de indígenas e não indígenas no Estado e em organizações não governamentais que acessam recursos governamentais ou da cooperação internacional; a atuação indígena em âmbitos de controle e participação social; o histórico de atuação de mulheres no indigenismo; a emergência da advocacia indígena; iniciativas no campo da gestão de territórios e da segurança, a exemplo da constituição de grupos de guardiões indígenas; e as articulações entre atuação institucional e ação direta.
Títulos e Resumos
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"Estamos sendo atingidos duas vezes": Gerú Tucunã e os impactos do rompimento da barragem de Mariana
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Políticas indigenistas contemporâneas e cenários de conflito agudo: reflexões iniciais sobre o mapeamento efetuado pelo Gabinete de Crise Guarani Kaiowa, do Ministério dos Povos Indígenas
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Territorialização e Acesso à Justiça: caminhos de autonomia da Aldeia Katurãma após o rompimento da barragem da Vale S.A em Brumadinho
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Etnicidade, mediação e indigenismo: Um olhar sobre os Potiguara Ibirapi de Aningas (RN)
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Narrativas indígenas e indigenismo em disputa: memória, ação direta e luta territorial dos Pataxó Hãhãhãi no sul da Bahia
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Energia, desigualdade e cotidiano indígena: uma etnografia histórica da eletrificação entre os Arukwayene no rio Urukauá
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Corpo-território e indigenismo em disputa: a atuação política das mulheres indígenas no Brasil contemporâneo
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O grande cerco do capital: Direito, direitos e os povos Tikmũ'ũn
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A DESPEITO DA PNGATI, POR QUE AINDA NÃO EXISTE UMA POLÍTICA INDIGENISTA NOS ÓRGÃOS AMBIENTAIS (MMA, Ibama e ICMBio)? Entre aprendizados e descontinuidades notas para uma avaliação institucional
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O filme Xingu como ponto de partida para a análise de um capítulo da história do indigenismo brasileiro
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