35ª Reunião Brasileira de Antropologia — Campus Samambaia, UFG, Goiânia — 13 a 17 julho 2026

GT 016 - Antropologia das Aprendizagens: etnografar processos de transformação

Coordenação
Mylene Mizrahi (PUC-RIO)
Maximiliano Rúa (Facultad de Filosofia y Letras Universidad de Buenos Aires)

Sessão 1

Pessoa debatedora
Mylene Mizrahi (PUC-RIO)

Sessão 2

Pessoa debatedora
Chantal Medaets (Unicamp)

Sessão 3

Pessoa debatedora
Eduardo Di Deus (UNB)

A antropologia tem proposto contribuições originais para um campo majoritariamente explorado pela psicologia e pela educação. Com este GT, visamos reunir pesquisas etnográficas sobre processos de aprendizagem que envolvem a transformação de pessoas, coisas e ambientes, bem como a dinâmica relacional estabelecida entre eles. Desejamos contribuir para uma abordagem antropológica das aprendizagens, destacando o lugar que a prática ocupa nas estéticas e nas poéticas do aprender, trazendo para o centro de nossos interesses o engajamento do corpo, a ordem do sensível e a consideração da vida material. Focalizamos processos criativos que produzem mudanças que impactam nossa cognição, nosso corpo e nossa atenção, ao mesmo tempo que produz efeitos nos seres e coisas que compõem nossa rede de relações. Como captar essas mudanças? Quais as especificidades de uma etnografia interessada nas transformações da aprendizagem? Que práticas possibilitam esses processos de transformação? Acolheremos investigações que tomem a aprendizagem como problema de pesquisa ou revisitem pesquisas para repensar a aprendizagem das práticas e da etnografia. Temas de interesse incluem práticas artísticas, desportivas, de aquisição de ofícios e em ambientes escolarizados, explorando aspectos como artefatualidade, técnica, trabalho, artesania, escola e educação intercultural e indígena, considerando as coisas – plantas, sons, cabelos, vestuário, rios, mares – e o ambiente: natural, rural, urbano, arquitetônico.

Títulos e Resumos

  • Produção artesanal de canoas em miniatura. Um estudo etnográfico sobre a Oficina Escola Naval Mestre Harildo, Arraial do Cabo, RJ.
    — Daniel Bitter
  • Transformação da masculinidade no tatame: aprendizagens e práticas sociais em uma academia de Jiu-Jitsu
    — Gian Claude de Lima Araújo, Elcimar Dantas Peretra, Matheus Moisés Araújo da Silva
  • Olhamos a mesma coisa e vemos coisas diferentes: os muitos significados de uma árvore no Centro Acadêmico do Agreste.
    — Joaquim Izidro do Nascimento Junior
  • "A Jurema é uma ciência fina": pensando novas abordagens epistemológicas a partir de velhos saberes e práticas
    — Lucas Gomes de Medeiros
  • Um salão de possibilidades: Cabelos de Angel Braids
    — Maria Eduarda f de Oliveira
  • El quehacer científico en Antártida: relaciones intergeneracionales y heterogéneas valoraciones en torno a los diversos saberes y a la "experiencia antártica"
    — María Laura Fabrizio
  • Aprendiendo a comunar en la pista de longboard
    — Maximiliano Rúa
  • FestPraRua: políticas culturais, aporofobia e vulnerabilidades no centro de São Paulo
    — Nayara Alvim Machado
  • Educação Ambiental em Espaços Não Formais: uma etnografia das práticas educativas no Aquário Amazônico da UFPA
    — Pedro Henrique Coelho da Cruz
  • O Corpo com Deficiência como Pedagogia: Interseccionalidade e Transversalidade no Movimento Brasileiro de Mulheres Cegas e com baixa visão (MBMC)
    — Priscilla Isabel Menezes Dantas
  • É NÓIS NA PESQUISA: Possibilidades de (trans)formação por meio da inserção no audiovisual
    — Rodrigo Pereira de Camargo Junior, Otavio Silva de oliveira
  • Quilombo do Grotão e suas formas de aprendizagem através do Samba
    — Rosa Maria Dias de Oliveira
  • Educação viva e transatrevimentos pedagógicos: aprendizados, gênero e escuta na escola
    — Sicarú Mar Pereira da Silva
  • "Eu disse coisas que doem mais que um soco": experiências de dois grupos reflexivos com homens que descumpriram medida protetiva
    — Victor Siqueira Serra

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