GT 100 - Plantation epistêmica, infraestruturas universitárias e as vidas nos campi
Coordenação
Martina Ahlert (UFMA)
Antonádia Monteiro Borges (UFRRJ)
Do que são feitas as universidades? Uma visão finalística reproduzida institucionalmente constantemente nos leva à produção da Ciência como razão de ser desses espaços que frequentamos. Essa visão toma por ponto de partida o “eu transparente”, de que nos fala Denise Ferreira da Silva, de um modo de conhecimento tido como universalmente válido à despeito da analítica da racialidade que ele pressupõe. Nessa perspectiva, a universidade-plantation (Borges, 2020) agrega seu valor a partir da sua capacidade produtiva: laboratórios, artigos, congressos, diplomas, títulos, recursos humanos. Porém, se perguntarmos quem realmente habita a universidade, logo percebemos que sua vitalidade depende de múltiplas agências (humanas e não-humanas) cujas presenças raramente ganham centralidade nas narrativas institucionais — servidores, equipes de limpeza e segurança, vendedores ambulantes, pequenos comerciantes, cozinheiras, motoristas, estudantes, animais, plantas, prédios. Todos compõem a infraestrutura vital do campus, na medida em que são fundamentais para que ele permaneça como um território vivo. Serão bem-vindas etnografias com aqueles que fazem a universidade acontecer no cotidiano. Também aceitamos trabalhos que tematizem a operação da plantation epistêmica e suas tentativas de aniquilamento dos modos de conhecer, saber e ser, bem como às lutas e políticas que reafirmam a imanência da vida frente a essas investidas cognitivas.
Títulos e Resumos
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Antídotos Metodológicos
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Territorialização da Educação Superior Pública no Brasil
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Escrevivências, Percursos e Fronteiras: ensaio sobre a experiência da pesquisa sob a ótica da racialidade.
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Corpo-território em vivência acadêmica indígena
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Práticas de cuidado e conhecimentos comunitários: a recusa à monocultura universitária
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Modos ocupar a universidade e a cidade: apontamentos a partir de São Luís (Maranhão)
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O bairro, O campus - memória ambiental de uma relação não consolidada
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Baobás, banheiros, burocracia: ocupação e errância contra a plantation universitária
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Cerzindo pontas e encontrando sentidos: uma autoetnografia dos percursos formativos em psicologia
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