GT 093 - Mulheres e grupos dissidentes na história da antropologia
Coordenação
Miriam Pillar Grossi (UFSC)
Christiano Key Tambascia (UNICAMP)
Trajetórias singulares de pesquisadoras/es e de grupos de pesquisa na história da antropologia brasileira — marcadas por apagamentos e desqualificações de gênero, raça, região e, pela inovação etnográfica, em diferentes momentos históricos — compõem o mosaico de dissidências que orienta este GT. Nosso objetivo é rastrear contribuições individuais e coletivas pouco (re)conhecidas na história da disciplina. Os debates contemporâneos sobre a história da antropologia confundem-se com reflexões críticas sobre a própria disciplina. Mais do que dar visibilidade a mulheres e sujeitos esquecidos/es, este GT é motivado por desejos de transformação da antropologia, seja em termos teóricos, metodológicos, epistemológicos ou políticos. Este GT visa recuperar e reconhecer trajetórias e a contribuição intelectual de pesquisadoras/es e coletivos marginalizadas/os e refletir sobre as razões e os efeitos desse apagamento/silenciamento, problematizando e valorizando as posições sociais de quem produziu e vem produzindo conhecimentos antropológicos, a partir de margens e marcadores sociais como gênero, classe, raça, sexualidade, deficiência, terrritórios, entre outros. Convidamos pesquisadoras/es que estudam mulheres e grupos subalternizados na história da disciplina a integrar este GT, de forma a estimular o diálogo e renovar criticamente a historiografia da antropologia brasileira.
Títulos e Resumos
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Mariza Corrêa e as mulheres nas histórias das antropologias portuguesa e brasileira: notas a partir de um projeto transatlântico inacabado
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Reflexo de Invisibilidade: Cadê as mulheres no campo?
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Antropólogos contra antropólogos: reflexões sobre o conflito nos contextos universitários de ontem e de hoje
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Reescrever o campo e deslocar o olhar: mulheres na reconstrução da antropologia em Cabo Verde
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Etnografias do Invisível: as lesbianidades na história da antropologia brasileira
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A Trajetória de Berta Gleizer Ribeiro na Antropologia brasileira: repensando margem e centro
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Maternagem como transgressão no saber antropológico: cuidado, escrevivência e neurodivergência.
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Quem foi Wanda Hanke?
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A vocação antropológica de Egon Schaden e a preservação do seu legado
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