35ª Reunião Brasileira de Antropologia — Campus Samambaia, UFG, Goiânia — 13 a 17 julho 2026

GT 014 - Antropologia da morte e do morrer: um campo em diálogo multidisciplinar.

Coordenação
Hippolyte Brice Sogbossi (UFS)
Alexandre Magno de Aquino (UFRGS)

Pessoa debatedora
César Iván Bondar (CONICET)
Alexandre Magno de Aquino (UFRGS)

As discussões sobre vida e morte continuam sendo das mais importantes e pertinentes na atualidade, inclusive em várias áreas de conhecimento, embora não abordadas devidamente. Evita-se, muitas vezes, discutir a questão que se torna marco de definição e afirmação de identidades. Na literatura antropológica, tendem a ser consagradas posturas hegemônicas consistentes em discutir, de uma forma ou outra, questões da finitude, do vir-a-ser, da existência, articulando corpo e alma: alucinações, dualismo cérebro-mente, morte física, experiências de quase morte e perspectiva escatológica. Esta proposta objetiva, primo, analisar, ampliar e questionar, na medida do possível, posturas de cunho antropológico; secundo, problematizar as abordagens da temática da morte em contextos específicos relatados como sendo clássicos; tertio, para esse fim, pretendemos acolher trabalhos consolidados ou em desenvolvimento, tanto no Brasil, na América Latina e Caribe, quanto no resto do mundo, sobre a temática da morte em suas múltiplas dimensões, isto é, filosóficas, médicas, forenses, teológicas, históricas, psicológicas, sociolinguísticas e antropológicas. Terão prioridade as discussões teórico-metodológicas sobre a questão.

Títulos e Resumos

  • Habitar o mundo após a morte: existências partilhadas entre vivos, mortos e coisas
    — Caroline Pereira Dias
  • A cidade de Belém (PA) e seus mortos: imaginário(s) urbano(s) e interagências mais-que-humanas no Cemitério Santa Izabel
    — Elisa Gonçalves Rodrigues
  • SUTURA: contribuições teórico-metodológicas sobre a morte e o morrer a partir da vida social dos mortos no Brasil.
    — Flora Nina Silva Arrais
  • Entre a Burocracia e o Ritual: A morte e o luto como campo político no entorno do IML de Santo Amaro (Recife/PE)
    — Hellen Conceição da Silva
  • Afinidades teórico-metodológicas entre a antropologia de Gregory Shushan e a sociologia transpessoal nos estudos sobre experiências de quase morte (EQM)
    — Marcos Augusto de Castro Peres, Caíne Nascimento Santos, Tiffany Matos de Jesus (Pendente)
  • Quando a festa convoca os mortos: ritual e sociabilidade na Festa das Almas em Ocara (CE)
    — Maria Caroline Franco Valentim
  • Vidas matáveis e corpos inabitáveis: a estigmatização dos corpos em trajetória de rua.
    — Nayra de Oliveira Martins
  • Cemitérios como espaço de pesquisa: reflexões e perspectivas na antropologia
    — Rafael Machado Menezes
  • Entre a Luta e o Cuidado: Uma revisão sobre a interdição da morte e o sofrimento de profissionais da saúde em contextos de pronto-socorro
    — Ravi Passos Vianna

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