35ª Reunião Brasileira de Antropologia — Campus Samambaia, UFG, Goiânia — 13 a 17 julho 2026

GT 080 - Gênero, poder e política: formas de mobilização social em interface com Estado e políticas governamentais

Coordenação
Paulo Victor Leite Lopes (UFRN)
Paula Lacerda (UERJ)

Sessão 1

Pessoa debatedora
Sérgio Carrara (Instituto de Medicina Social da UERJ)

Sessão 2

Pessoa debatedora
Jacqueline Moraes Teixeira (USP)

Sessão 3

Pessoa debatedora
Andrea Moraes Alves (UFRJ)

A proposta do GT consiste em reunir pesquisas em diferentes fases de desenvolvimento a respeito da relação entre gênero, poder e política. Compreendemos que tais categorias são efeitos de práticas e disputas experimentadas pelos sujeitos de forma cotidiana, atravessadas pelas institucionalidades e por diferentes formas de agenciamentos. O GT pretende reunir reflexões que enfatizem o modo como esses ‘três campos’ são mutuamente elaborados, evidenciando processos que envolvem a produção de sujeitos (d)e direitos, embates em torno de diferenças, desigualdades e formas de exclusão, como também a conformação de saberes locais-técnicos-científicos, moralidades e gramáticas emocionais. Nesse sentido, buscaremos debater as distintas configurações que ocorrem quando são observadas etnograficamente instituições, políticas públicas e seus serviços, pensando a gestão, controle e administração de grupos sociais na confluência entre Estado e políticas governamentais. Pretende-se, ainda, acolher propostas que produzam abordagens sobre formas de organização, mobilização e luta política conduzidas por movimentos sociais e outros ativismos, trajetórias e biografias de militantes e políticas/os, observando como gênero e Estado emergem como aspectos relevantes para compreender percursos, trajetórias e conflitos. São ainda bem-vindas reflexões teórico-metodológicas a respeito dos desafios e potencialidades ao conduzir etnografias tendo por objeto a co-produção entre gênero, Estado e política.

Títulos e Resumos

  • Estado e diversidade: documentos, afetos e políticas públicas para população LGBTI+
    — Amadeu Cardoso do Nascimento
  • O gênero da rua e a Universidade: a construção de uma pesquisa militante com mulheres em situação de rua
    — Caroline Silveira Sarmento
  • "Você pode sair da rua, mas ela não sai de você": Pessoas LGBTQIA+ desabrigadas e articulação da vida como "causa"
    — Fabricio Campos Longo da Silva
  • Maternagem ativista indígena: enfrentamentos à letalidade branca
    — Francine Pereira Rebelo
  • Intersecções entre arte, política e religião no Brasil: reflexões a partir de um recorte de gênero e sexualidade
    — Giovanna Mazzamboni Colussi
  • Corpos generificados e práticas de Estado: a atuação das lideranças comunitárias no enfrentamento à violência contra as mulheres em um bairro periférico de Porto Alegre/RS
    — Helena Patini Lancellotti
  • "A gente não faz venda, aqui a gente faz luta": Estado, coletividades e política cotidiana em torno da circulação de cestas básicas durante a pandemia da Covid-19
    — Isabelle Caroline Damião Chagas
  • Construir a si mesmo e ao Estado pelas bordas: mediação, disputa e circuitos de aborto legal entre agentes estatais
    — Jade Novaes de Figueiredo
  • Mais "sexo biológico", menos "identidade de gênero": a controvérsia pública sobre as estatísticas LGBTI+
    — João Otávio Galbieri
  • A produção de verdades jurídicas em apelações criminais de estupro envolvendo corpos masculinos e vulneráveis.
    — João Victor Rossi
  • Saúde por emendas: notas sobre algumas das táticas políticas do "movimento feminino" (PL Mulher) em torno do SUS
    — Júlia Freire de Alencastro, Elaine Reis Brandão
  • O cuidado na construção da paternidade e a paternidade na legitimação da luta política: "direitos humanos masculinos" no Brasil
    — Júlia Viana Palucci
  • Mediações, saberes e práticas: a assessoria técnico-academia na institucionalização de uma política pública LGBTI+ no Estado do Rio de Janeiro.
    — Marcela Virgilio Vendramini de Souza, Viviane Mattar Villela Salles
  • O que o movimento anti-woke estadunidense tem a ver com Diversidade e Transgeneridade no Brasil e na Espanha? A construção de uma perspectiva etnográfica sobre o mundo laboral
    — Nina Acacio
  • Tem ovelha colorida na família: a categoria “família” em disputa e sua apropriação pelo Estado
    — Paula Esteves Pinto
  • Pela reparação e bem viver: o direito a justiça reprodutiva de mulheres negras.
    — Priscilla Pereira dos Santos

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