GT 102 - Políticas do sofrimento: dimensões, sentidos e experiências no âmbito da saúde mental
Coordenação
Érica Quinaglia Silva (UNB)
Sônia Weidner Maluf (UFSC)
Pessoa debatedora
Ana Paula Müller de Andrade (UNICENTRO)
Esta proposta visa reunir trabalhos sobre dimensões, sentidos e experiências de sofrimento no âmbito da saúde mental em diferentes contextos e regimes de subjetivação. As contribuições antropológicas têm apontado que as dinâmicas no âmbito da saúde mental são plurais e produzidas a partir de lógicas, configurações morais e dimensões contextuais, contrapondo-se à perspectiva universalizante e individualista dos regimes de patologização e medicalização da vida. O alcance da saúde mental adotado vai dos diagnósticos psiquiátricos e da atuação psicossocial à abordagem das emoções, das experiências subjetivas e dos regimes de subjetivação em sua dimensão social. Serão aceitos pesquisas etnográficas e/ou ensaios reflexivos e críticos que discutam: práticas, políticas e saberes locais, oficiais e/ou dissidentes de sujeitos e coletividades em relação à saúde/adoecimento/sofrimento mental; políticas públicas, serviços e ações do Estado, envolvendo redes de atendimento, dispositivos epidemiológicos, políticas e biopolíticas pretensamente universais e dissidências; os saberes científicos e especializados e as tecnologias biomédicas, psiquiátricas, psicológicas e farmacológicas, bem como os saberes tradicionais e culturais. Como parte das discussões do INCT Brasil Plural, a ideia é ampliar a compreensão dos processos sociais de sofrimento, aflição, perturbação, adoecimento e morte, e as políticas, saberes, ciências, práticas e discursos acionados em diferentes escalas e perspectivas.
Títulos e Resumos
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Por uma Antropologia dos Autismos: examinando narrativas e ativismos de autistas adultos e de "mães atípicas"
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Entre a dor e o sofrimento: reflexões etnográficas sobre adoecimento mental e a expressão das emoções em pacientes com fibromialgia.
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Políticas públicas e processos de subjetivação: reflexões a partir da interface entre gênero e saúde mental.
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Quando a depressão não é doença: possibilidades outras da significação das experiências
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Protocolos flutuantes: o sofrimento pré-menstrual em disputa
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Entre proibicionismo e redução de danos: abordagens e preocupações no campo de saúde mental entre povos indígenas na tríplice fronteira amazônica, Brasil, Peru, Colômbia
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"O lugar dele é aqui em casa com a gente": cuidado, deficiência e sofrimento em contextos de precariedade
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Crise, sofrimento social e subjetividades contemporâneas: as contribuições da antropologia
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