GT 077 - Formas da restituição: cultura, direito e reparação.
Coordenação
Edmundo Pereira (UFRJ)
Manuel Ferreira Lima Filho (UFG)
Os processos de restituição voltaram à ordem do dia, envolvendo bens culturais, remanescentes humanos, arquivos documentais, dados e registros de pesquisa. Alguns casos e ritos se tornaram referenciais, moldados, por um lado, pelas demandas anglo-saxãs por remanescentes humanos e bens sagrados, em torno da categoria de ‘repatriamento’; e, por outro, pelas europeias, que envolvem relações pós-coloniais — como as com as Áfricas — e noções como ‘arte’ e ‘etnografia’ sendo utilizadas para lavar situações de colecionamento sujas e garantir direitos de posse e uso patrimonial, em torno da categoria de ‘restituição’. Além disso, de norte a sul dos mundos científico-humanistas, tanto ‘arquivos’ de investigação têm sido restituídos e contribuído para processos de memória e reativação cultural, quanto jurisprudências de direitos autorais e de propriedade têm incidido sobre a salvaguarda e difusão de ‘dados’ de pesquisa. As últimas edições do GT revelaram tal vitalidade em casos latino-americanos — como os brasileiro, argentino e colombiano —, em quadros de demandas nacionais e internacionais. Nesta edição, focaremos em casos etnográficos e historiográficos atentos à relação entre os dispositivos expressos nas Convenções da UNESCO (que coíbem o tráfico de objetos e concedem imunidade ao patrimônio cultural) e suas repercussões e traduções em contextos locais de reparação e justiça de transição.
Títulos e Resumos
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Experiências Apyãwa-Tapirapé sobre os destinos de artefatos e as possibilidades de retornos digitais (1966-2026)
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Restituir, mas em quais termos? Colonialidade, direito e os entraves na busca pela repatriação
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