GT 025 - Antropologia dos Vícios
Coordenação
Camilo Braz (UFG)
Taniele Cristina Rui (UNICAMP)
Pessoa debatedora
Carolina Branco de Castro Ferreira (UNICAMP)
Este GT visa reunir pesquisas antropológicas sobre experiências classificadas como "vícios", "adicções", "compulsões" ou "dependências", com foco em socialidades, práticas, agenciamentos, controvérsias, conflitos, fluxos e disputas de sentido. Nos interessam etnografias do particular sobre tais comportamentos em distintos contextos, que revelem como são significados por meio de repertórios simbólicos, conhecimentos, saberes e moralidades, e que problematizem interseccionalidades entre variados marcadores sociais da diferença. Queremos reunir pesquisas críticas de práticas e saberes locais ou tradicionais, e de perspectivas científicas e/ou de profissionais de saúde a respeito dos chamados "vícios", baseadas muitas vezes em nosografias e itinerários terapêuticos que reforçam a patologização e medicalização de comportamentos, alinhando-se a ideais como “força de vontade” e estilo de “vida saudável”. Nos interessa debater categorias classificatórias que dão sentido a tais experiências, tais como “fissura”, “abstinência”, “fundo do poço”, “doença” etc.. E reunir perspectivas que desnaturalizem essas dimensões e as relacionem a contextos de práticas, socialidades, reivindicação de direitos, políticas públicas de cuidado e saberes diversos, incluindo grupos de ajuda mútua, mobilizações sociais, redes de apoio, usos heterogêneos e terapias relacionadas seja a comportamentos classificados como "vícios", seja ao consumo de distintas substâncias em suas mais variadas classificações.
Títulos e Resumos
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Entre o jogo e o cuidado: apostas online, moralidade e gestão do risco em Campo Grande (MS)
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Manaus nas margens: repressão e cuidado aos usuários de oxi nas ruas do Centro
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Modelos de assistência em disputa: a produção de cuidado nos CAPS Ad e nas Comunidades terapêuticas a partir dos relatos de usuários de substâncias psicoativas
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Memórias da rua: registros etnográficos de feitiço e cura
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Nervos Arriados: a micro-temporalidade do decreto de morte na gestão da vida de uma família periférica teresinense
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Relato autoetnográfico de um discente adicto em perspectiva interseccional
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A maternidade no acolhimento de mulheres em comunidades terapêuticas religiosas
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O campo das Bets em disputa: mapeamento de abordagens e o lugar da Antropologia Digital
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"Pé-inchado" e as entrelinhas de uma cidade amazônica no encontro com a diferença
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Cognição 4E, vícios e modos de produzir sujeitos
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“É drogado salvando drogado”: o cuidado com a dependência química em uma Comunidade Terapêutica
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