GT 091 - Memórias sensíveis, violência estatal e fragmentos narrativos: reflexões metodológicas e desafios etnográficos
Coordenação
Roberta Sampaio Guimarães (UFRJ)
Adriana dos Santos Fernandes (UNIFESP)
Sessão 1
Pessoa debatedora
Patrícia Birman (UERJ)
Sessão 2
Pessoa debatedora
Edson Miagusko (UFRRJ)
Sessão 3
Pessoa debatedora
Cibele Rizek (US)
Este GT visa estimular o debate em torno das metodologias de pesquisa sobre “memórias sensíveis”. Como memórias sensíveis, denominamos as elaborações conscientes sobre os eventos violentos ou críticos autorizados ou impetrados por agentes estatais – como os referentes à invasão e exploração de terras indígenas; às formas de segregação racial; à repressão, tortura e assassinato cometidos por forças da ordem; às expulsões e deslocamentos habitacionais forçados; aos crimes ambientais, entre outros. Trata-se de memórias que, além de marcadas por dor, sofrimento, raiva e vergonha, são forjadas, moduladas e negociadas por indivíduos e coletividades que clamam pelo engajamento público, pela identificação de culpados e por reparações no tempo presente. Com esta proposta, buscamos reunir trabalhos que reflitam sobre a investigação de arquivos oficiais, acervos pessoais, portais de notícias, falas testemunhais, expressões artísticas e demais fontes fragmentadas de registro e seus usos na elaboração etnográfica. Mais do que entrecruzar experiências individuais e coletivas, nos interessam reflexões dedicadas a compreender as ambiguidades, lacunas e imprecisões narrativas, os posicionamentos discursivos, os regimes de verdade, os dilemas éticos e políticos e as estratégias de enunciação para lidar com as ambivalências dos sentidos e ações.
Títulos e Resumos
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Nos rastros de um acervo sobre moradores de rua: memórias e disputas nos anos da redemocratização
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Privatização da vida: mercadorização, finança, violência nos conjuntos habitacionais da capital paulista
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Dor, luto e estigma: os desafios etnográficos de uma pesquisa com camelôs
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Entre Memória e Esquecimento: Políticas da Aids, Testemunhos e Memoriais
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Narrar a partir dos ruídos: cotidiano, Estado e violência em uma favela carioca
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Entre o “velho oeste" e a ordem do crime: memórias sensíveis e desafios metodológicos numa favela da grande São Paulo
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Arquivos da suspeita: vigilância estatal, cultura e violência cotidiana
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Para Além do Componente Emocional: A trajetória das mulheres do MST na constante luta contra a repressão Estatal
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"Seguimos..., mas sem jamais esquecer! 15/02": Petrópolis, as chuvas de 2022 e registros de memória de uma tragédia coletiva
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Mortes e Além: Etnografia da Violência Estatal e das Mobilizações por Justiça nas Operações Escudo e Verão
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Ruínas do passado: luto e melancolia na construção da memória pública sobre a experiência da ditadura civil-militar (1964-1985)
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Um escarafunchar não exato entre visitar e criar guardados: consulta ao arquivo morto e organização de um acervo de um hospital geriátrico
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Os discursos que emergem da lama: reparação simbólica e memória do rompimento da barragem de Brumadinho
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Dramas, Campos e "Verde e Amarelo": o 8 de Janeiro como Drama Social do Brasil Democrático
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O silêncio dos vivos: registro, modulação e arquivo da memória pública das 28 mortes na favela do Jacarezinho, Rio de Janeiro
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Pelos fios de narrativas: a investigação dos arquivos na elaboração etnográfica
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