GT 071 - Etnografias em contextos de violência, criminalização e encarceramento
Coordenação
Natália Lago (UNIRIO)
Vanessa Sander (UFMG)
Pessoa debatedora
Roberto Efrem Filho (UFPE)
Juliana Farias (UERJ)
Este Grupo de Trabalho objetiva reunir etnografias realizadas em contextos de violência, criminalização e encarceramento. Para tanto, toma "violência" como categoria densamente plurívoca e produtiva, que alude a práticas, experiências, linguagens, razão de denúncia e contextos, servindo como relevante vetor analítico e político. Além disso, divisa "crime" não apenas como o resultado da previsão normativa estatal, mas sobretudo como relação social e razão de governo, processo de criminalização constituinte de sujeitos, corpos e territórios. Por sua vez, compreende "encarceramento" considerando as abordagens que discutem os modos pelos quais a prisão se infiltra em territórios e relações para além daquelas circunscritas pelas unidades penitenciárias. Tendo em vista a crescente proeminência dessas etnografias na antropologia brasileira, este GT se propõe a aglutinar trabalhos que tematizem, por exemplo: a) os desafios, potencialidades e limites metodológicos de empreender pesquisas etnográficas nesses contextos, levando em conta especialmente a cumplicidade entre a escrita da violência e a sua incitação; b) os efeitos dos contextos de pesquisa em mobilizações sociais, lutas por direitos e justiça e a produção ou negação de sujeitos de direitos; c) as imbricações entre experiências de violência, criminalização e/ou encarceramento e categorias de diferença como gênero, sexualidade, raça, classe, geração e territorialidade.
Títulos e Resumos
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Pânico moral e violência discursiva na recepção e repercussão no meio digital de políticas socioeducativas no Rio Grande do Norte
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Escrever da prisão: artivismo feminista no Centro de Readaptação Social (CERESO) de Atlacholoaya
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"Isso só tem na cadeia dos homens": notas sobre uma prisão não faccionada
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Cuidado em liberdade e produção de dignidade para pessoas que fazem uso de substâncias psicoativas: uma etnografia coletiva em uma organização da Sociedade Civil
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DINÂMICAS DE APROXIMAÇÃO: tipologia da inserção e permanência das mulheres no tráfico de drogas em Brasília e na Cidade do México.
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O controle policial em relação: uma análise das dinâmicas relacionais no controle externo da polícia pelo Ministério Público de São Paulo
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Gestão estatal da forma miliciana
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Justiça que mede, justiça que apaga: indígenas encarcerados no Amazonas
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Quando o corpo vira papel: etnografia dos laudos periciais de necropsia nos RPMs do BOPE (2023-2024)
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