GT 19. As tramas da intolerância e dos racismos religiosos e as mobilizações políticas por direitos das religiões de matrizes afro-brasileiras
Pôster em GT
Bruna dos Santos Ferreira (UEPA - Universidade do Estado do Pará)
O racismo através de violências contra religiões de matrizes africanas, por parte de um protestantismo popular nas periferias.
No período colonial, milhares de povos africanos foram escravizados e brutalmente trazidos de seu continente, para o “Novo Mundo”. Junto com eles, vieram seus conhecimentos, sua cultura e também suas crenças religiosas. Durante o processo de colonização, os colonizadores tentaram impor sua religião aos mesmos, que como um ato de resistência para manter sua fé, passaram a fingir que estavam adorando os santos cristãos enquanto cultuavam seus Orixás, desta forma surgem as religiões afro brasileiras.
Atualmente o processo de colonização, ainda se faz presente nesses corpos, marcados por diversas formas de violência. As religiões de matrizes africanas, ainda são uma forma de resistência nesse processo, pois continua sendo alvo de uma sociedade colonizada e alienada, que nega seu passado e sua ancestralidade. Atualmente a maior fonte de ataques as expressões Afroreligiosas, vem de movimentos neopentecostais que nos últimos anos teriam se valido de mitos e preconceitos para "demonizar" e insuflar a perseguição a umbandistas e candomblecistas.
Entretanto precisa-se avaliar quem são esses atores, presentes nesse processo de violência. Atualmente nota-se uma grande adesão ao protestantismo dentro das periferias, fazendo o papel de acolhimento social, work de base, dando o mínimo a quem não tem nada. Porém estas instituições pregam a ideologia do ódio, fazendo com que essas pessoas que na periferia são de maioria Negras, passam a ser os principais agentes dessa violência. Passando a negar as suas identidades, e afastando-os de seu reconhecimento na história.
Palavras-chave: Racismo; Afroreligioso; Periferias