GT 02. Amazônia e Nordeste indígenas: por uma etnologia transversa
Apresentação Oral
Marcio Santos Matos (UFBA - Universidade Federal da Bahia)
“Meio índios, meio negros e pobres em Rio das Contas”: o desenho social das categorias raça e etnia no sul da Chapada Diamantina, Bahia
“Meio índios, meio negros e pobres em Rio das Contas”: o desenho social das categorias raça e etnia no sul da Chapada Diamantina, Bahia
Márcio Santos Matos
Resumo: Através de uma extensa revisão bibliográfica, este work, como parte de minha pesquisa de mestrado em antropologia, tem como objetivo revisitar as produções antropológica e historiográfica acerca das categorias raça e etnia que dizem respeito à cidade de Rio de Contas, no sul da Chapada Diamantina, buscando compreender de que forma itens como o primeiro tem sido pensado no bojo de leituras feitas por historiadores, majoritariamente, e antropólogos, minoritariamente. Analisar, também, como a presença de Marvin Harris em dois momentos, décadas de 1950 e 1990 poderia ter mudado ou não a construção do debate sobre grupos étnicos na antiga “Minas Velha” (Harris, 1956). Ademais, configura como questão de pesquisa observar por que ainda persiste um silenciamento acerca de uma presença indígena na chamada rua da Panelada, ocultando, por consequência, a percepção de um evento: uma “relação afroindígena”, nos termos do antropólogo Márcio Goldman (2015). Portanto, deseja-se compreender de que forma a questão étnica, através de uma conexão afroíndigena tem sido desenhada no município, tendo como cenário desse fenômeno a rua da supracitada.
Palavras-chave: Relação afroindígena em Rio de Contas; Etnia; Raça.