GT 02. Amazônia e Nordeste indígenas: por uma etnologia transversa
Apresentação Oral
Sidnei Clemente Peres (UFF - Universidade Federal Fluminense)
Antropologia, ciência e política: situação de perícia e etnologia na Amazônia e no Nordeste.
O debate público em torno da demarcação das terras indígenas alçou um nível de qualidade acadêmica que permitiu ao antropólogo contribuir com a sua competência profissional, exercendo sua responsabilidade social. Isto aconteceu devido às inovações teóricas e metodológicas introduzidas pela incorporação do debate conceitual e das pesquisas sobre Estado, etnicidade e territorialidade que reorientaram os estudos sobre as relações dos povos indígenas com a sociedade nacional. A ciência, no caso a antropologia, pode contribuir com a formação e melhoria da esfera pública, exatamente afirmando a sua competência e qualidade acadêmica, como no caso dos laudos, cuja força política e fundamentação científica estão entrelaçados. Pretendo abordar as relações entre teoria e método antropológicos e a elaboração de laudos, a partir da minha experiência como antropólogo-coordenador de equipes de identificação de terras indígenas no Nordeste (no estado da Paraíba) e na Amazônia (no Médio Rio Negro). Deste modo, questiono dois tipos de dicotomia: entre antropologia acadêmica e aplicada; assim como entre as etnologias na Amazônia e no Nordeste.
Palavras-chave: Povos Indígenas; Etnologia; Estado.