| Etnografando uma cadeia comercial de bens tipo “bugigangas”, busquei acompanhar os fluxos que acontecem entre China-Paraguai-Brasil. Observei fluxos da globalização que considero parte de um processo popular e não-hegemônico (Ribeiro 2007). Procuro mostrar as estratégias dos atores econômicos que manipulam e recriam esse processo através da formação de redes de ajuda mútua, tensionando noções de ilegal/legalidade, formal/informalidade. Contextualizo as condições socioeconômicas que propiciaram que os mercados populares do Brasil passassem a vender mercadorias made in China. A abertura das Zonas Econômicas Especiais na China é crucial para explicar o que acontece na América do Sul em termos de comercialização de bens chineses e formação de mercados periféricos. A etnografia foi feita em P. Alegre, Foz do Iguaçu/Ciudad del Este (Paraguai) e no Delta do Rio da Pérola (China). |