Resumo Palestra

ciclos de vida em relação à casa e à família, frisando a maior flexibilidade masculina. Insiste na importância das relações de poder estabelecidas a partir da esfera doméstica como estreitamente relacionadas a esta flexibilidade, e identifica as intervenções de políticas públicas como agentes co-construtoras destas divergências. Lançando mão aos trabalhos clássicos de parentesco, re-trabalha a noção de regras de residência como regras sempre atuantes em torno da negociação de arranjos residenciais circunstanciais, tornando-a mais abrangente, descolando-a do evento único de casamento. Focando as classes populares urbanas, realça como o estabelecimento de uma casa e uma família envolve a articulação da valorização de paternidade, da provisão e do refúgio em torno de relações domésticas desiguais. Usando a noção de “jogos sérios” de Ortner, identifica três momentos no ciclo de vida que favorecem articulações diversificadas em torno da casa: gravidez e regras de residência entre jovens; a distribuição geográfica de moradia entre adultos; e o uso da casa e da rua entre idosos. Encerra com algumas considerações sobre como políticas públicas vigentes são agentes, abertos e ocultos, nos “jogos sérios” de poder entre homens e mulheres em torno da casa em momentos diferentes do ciclo de vida.