| A presença da antropologia francesa moderna no Brasil data pelo menos da conhecida Missão de 1934, ampliando-se tempo a fora. Entretanto, nas últimas décadas sua propalada “perda de prestígio” no contexto internacional vem, cada vez mais, mobilizando e atraindo os antropólogos brasileiros a se inserirem em outros circuitos acadêmicos, notadamente na Inglaterra e nos Estados Unidos, o que tem se refletido igualmente na implementação de políticas científicas de cooperação internacional. Mas o que aqui se propõe é levantar e discutir algumas questões a respeitos do diálogo contemporâneo entre antropólogos brasileiros e franceses. Em que medida tal situação afetaria a maneira de como no Brasil se vem dialogando com os antropólogos franceses contemporâneos? Qual o alcance e limites dessa recepção? Em que medida se pode falar de uma presença difusa ou transversal de autores franceses no diálogo com alguns antropólogos brasileiros contemporâneos? Finalmente, qual o lugar da antropologia francesa no repertório contemporâneo do ensino da antropologia nos cursos de graduação e de pós-graduação? |