| O artigo apresenta os resultados obtidos em uma pesquisa realizada pela autora em duas escolas públicas do ensino fundamental em Belo Horizonte e discute, por um lado, o processo de formação de uma realidade preconceituosa entre crianças de 7 a 10 anos através da socialização entre pares, analisando os estereótipos raciais que circulam entre elas e o comportamento de gozações e de xingamentos direcionados, especialmente, aos classificados na categoria preta-negra. Por outro, identifica e interpreta o discurso igualitário elaborado por essas crianças, relativizador do preconceito racial e do racismo, destacando sua potencialidade. Como conclusão, o artigo problematiza alguns pessupostos da implantação da Lei 10.639 contidos nas Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, que enfatizam a crença em raças e a noção de diversidade racial humana. |