Resumo Palestra

Nesta apresentação, o autor pretende considerar as possibilidades para a transformação da prática e da reflexão antropológica. Antropólogos brasileiros têm se dedicado com tenacidade a refletir e, na verdade, a constituir, parâmetros para a identidade nacional, o que nunca pôde ser feito abstraindo-se as contradições étnico-raciais que formam tal identidade. Por outro lado, o “problema negro” surgiu como uma das pedras fundamentais, sobre a qual se ergueu intensa problematicidade para as ciências sociais de um modo em geral. Ambos os campos temáticos (raça e nação) se completam e se refletem reciprocamente, configurando um eixo teórico, e também político, que dá o tom, ainda hoje, para os debates nesse campo. Atualmente novas condições sociais e políticas introduziram um terceiro elemento nessa equação: os próprios sujeitos racializados e etnicizados, que demandam participação ativa no esforço intelectual. Nesse sentido, serão exploradas possibilidades e tensões que essa “novidade” implica para o avanço da antropologia brasileira.