| Nos últimos anos, diversos setores do judiciário, segundo lei federal, passaram a oferecer gratuitamente o teste de DNA para a resolução de disputas de paternidade. “Marchando junto com a ciência”, a lei propicia “acesso à justiça”, através da produção de evidência “indisputável”. Nesse trabalho, consideramos, por um lado (pela análise de projetos de lei e de outra documentação oficial), a moralidade operante nos setores políticos que tornou possível a oferta de testes em grande escala, e, por outro (através da observação etnográfica em diferentes setores do judiciário e da defensoria pública), os usos que as pessoas fazem dessa nova oportunidade. A observação dessas “práticas de justiça” coloca em relevo dinâmicas atuais de gênero, geração e classe ao mesmo tempo que levanta questões sobre a direção de eventuais mudanças nas novas moralidades familiares |