| Este trabalho tem como objetivo analisar a diferenciação de gênero e (re)construção da identidade das imigrantes guianenses e venezualanas e faz parte dos resultados da pesquisa Deslocamento Populacional na Tríplice-Fronteira Brasil-Venezuela-Guiana. Essa investigação justifica-se pelo crescimento da presença de mulheres imigrantes para Roraima, estado fronteiriço e, portanto, espaço privilegiado para o intercâmbio cultural. Utilizarei a técnica de história de vida para (re)construir a trajetória migratória dessas imigrantes e, identificar o processo de (re)construção social da identidade de gênero. Como conclusões parciais percebe-se que há diferenciação nos deslocamento das mulheres venezuelanas e guianenses. As venezuelanas não têm representação significativa. Poucas venezuelanas imigram para Roraima e, quando o fazem é para acompanhar o cônjuge brasileiro. Já no caso das guianenses sua presença é mais significativa, inclusive vem desde o período do ex-território quando muitas delas eram trazidas ainda crianças para ajudarem no trabalho doméstico. Atualmente, elas ainda podem ser localizadas trabalhando como empregadas domésticas e babás em casas de famílias. Mas sua presença aumenta no comércio ambulante de produtos trazidos da Guiana para serem vendidos no estado. As imigrantes vivem em condições precárias nos países de destino para onde se deslocam em busca de autonomia familiar e pessoal. Nesse processo, muitas delas acabam por questionar seus papeis e identidade. |