| Este artigo apresenta algumas considerações acerca da territorialidade kaingang a partir do estabelecimento de um grupo desta etnia no Parque Natural Morro do Osso, localizado no perímetro urbano da cidade de Porto Alegre. Para tal, faço uso do conceito de marco de ambiência, um instrumental conceitual através do qual busco compreender os meios pelos quais os Kaingang se relacionam com espaços distintos. Esta perspectiva analítica resulta diretamente da articulação da proposta teórica de Jean Baudrillard para análise de sistemas de objetos, com a teoria das fronteiras étnicas de Fredrik Barth. Espero contribuir, assim, para um melhor entendimento da interface estabelecida entre território e referência nas intrincadas relações existentes entre um grupo étnico e os elementos acionados por este no intuito de definir seus espaços e fronteiras. |