| Nas últimas décadas, vários grupos indígenas passaram a reivindicar o reconhecimento étnico oficial e a regularização de territórios urbanos e rurais no Ceará. Na periferia de Crateús em meio à luta pela concessão de áreas para a construção de casas populares e contando com o estímulo de agentes missionários católicos, organizaram-se os grupos indígenas autodenominados Tabajara, Kalabaça, Kariri, Tupinambá e Potyguara. O presente trabalho aborda o processo de constituição destas aldeias urbanas, desde as primeiras ocupações de terrenos públicos, em 1990, até a disputa entre indígenas e não-indígenas pelo controle de um terreno destinado a construção da escola indígena, em 2007. |