| Tratar sobre relações de gênero não significa dar ênfase na “questão da mulher”, pois estas pressupõem relações entre homem e mulher, mulher e mulher e homem e homem, porém ao tratarmos de gênero neste trabalho vamos priorizar as relações sociais entre homem e mulher, e mulher e mulher, uma vez que, pretendemos articular gênero e classe, desmistificando a homogeneidade da categoria classe social ao mesmo tempo em que afirmamos e analisamos a heterogeneidade da mesma. Contudo, necessariamente vamos fazer uma interlocução entre gênero e “questão da mulher”, pois partimos do pressuposto da opressão do sexo feminino não só no capitalismo, mas desde antes do surgimento deste modo de produção, e de sua opressão também não apenas enquanto pertencente a uma classe, mas dentro de sua própria classe as mulheres são subjugadas. Ao trabalhar a “questão da mulher” pretendemos analisar a conjuntura atual de sua opressão e contribuir no debate para sua emancipação. Destarte, estabeleceremos um diálogo com as feministas marxistas que possuem uma importante produção bibliográfica no sentido de afirmar a importância da articulação entre gênero e classe, para discorrermos da conjuntura atual das mulheres no capitalismo dialogaremos com Ricardo Antunes e para desmistificar a masculinização da classe operária utilizaremos o clássico estudo de Elisabeth Lobo “A classe operária tem dois sexos”. |